Presidente critica gestão de campanha e disputas internas em meio a desafio republicano nas urnas

Donald Trump responsabiliza assessores por falhas na estratégia republicana para as eleições legislativas dos EUA, citando gastos e redesenho de distritos.
WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está atribuindo a assessores de alto escalão e estrategistas políticos as falhas na estratégia da campanha republicana para as eleições legislativas de meio de mandato, segundo fontes próximas às discussões internas. Trump questiona os gastos da campanha, o redesenho dos distritos eleitorais e as escolhas dos candidatos, em meio à luta do partido para manter o controle do Congresso.
Embora não esteja na cédula eleitoral de 3 de novembro, Trump incentiva seus apoiadores a votarem como se ele estivesse, buscando mobilizar eleitores. Ele tem mantido uma agenda intensa de campanha, mas evita assumir responsabilidade pela estratégia adotada ou pela impopularidade que pode afetar os candidatos republicanos.
As disputas internas concentram-se em figuras como James Blair, que dirige o super PAC MAGA Inc., e Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, com críticas mistas sobre a gestão dos fundos e da operação política. Trump questiona a eficácia dos investimentos, que já ultrapassaram US$ 200 milhões, e as consequências do redistritamento, especialmente no Texas, onde a fragmentação dos eleitores pode ter efeitos contrários aos esperados.
Pesquisas indicam que os democratas devem conquistar a Câmara dos Deputados, enquanto a disputa pelo Senado permanece indefinida. A perda da Câmara representaria um impacto significativo para a agenda legislativa republicana nos dois últimos anos do mandato de Trump.
Apesar das críticas internas, Trump defendeu Susie Wiles como uma figura competente e confirmou que ela permanecerá no cargo. A Casa Branca classificou as informações sobre conflitos como especulações infundadas. O chefe do executivo americano tem buscado se distanciar dos resultados eleitorais negativos, atribuindo possíveis vitórias ao seu crédito e recusando-se a assumir culpa em caso de derrota.
No contexto atual, o índice de aprovação do presidente está em seu ponto mais baixo, refletindo preocupações dos eleitores com a economia e questões externas. O cenário incerto para os republicanos nas eleições de meio de mandato torna a gestão e estratégia da campanha um foco de atenções e críticas internas.





