Coligação de Lula aciona ONU, PGE e PF contra Meta por atuação nas eleições

Grupo aponta possíveis irregularidades no impulsionamento de conteúdos e financiamento ilegal na campanha de Flávio Bolsonaro

Coligação de Lula aciona ONU, PGE e PF contra Meta por atuação nas eleições
Sede da Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp — Foto: Cheng Xin/Getty Images

A coligação Brasil Pronto pra Mais acionou a ONU, a Procuradoria-Geral Eleitoral e a Polícia Federal para investigar a Meta por supostas falhas técnicas e favorecimento a candidaturas nas eleições de 2026.

A coligação Brasil Pronto pra Mais, formada pela Federação Brasil da Esperança, PSB, PDT e Federação PSol/Rede, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), a Polícia Federal (PF) e um relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para investigar a atuação da Meta nas eleições de 2026.

O grupo aponta possíveis irregularidades relacionadas ao impulsionamento de conteúdos e suspeitas de financiamento ilegal na campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Entre os episódios destacados estão restrições ao impulsionamento de publicações ligadas à campanha de Lula no Instagram e diferenças no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial da empresa.

Relatos indicam que o sistema teria recusado a criação de determinados materiais de apoio ao presidente Lula enquanto permitia solicitações semelhantes para a campanha de Flávio Bolsonaro.

A Meta atribuiu os problemas a falhas técnicas e negou qualquer ação deliberada para favorecer candidaturas ou interferir no processo eleitoral. A empresa contestou as acusações de parcialidade.

O acionamento da PGE e da Polícia Federal busca esclarecer se houve irregularidades na atuação da plataforma e possíveis benefícios eleitorais à campanha de Flávio Bolsonaro. A comunicação ao relator da ONU amplia a discussão para o âmbito internacional, diante das preocupações sobre o papel das grandes empresas de tecnologia na integridade dos processos democráticos.

As suspeitas ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, não há confirmação de financiamento ilegal ou interferência deliberada da Meta. A investigação deverá avaliar a natureza dos recursos e a conformidade das ações com a legislação brasileira.