Ativistas tentaram entregar manifesto à empresa e adotaram slogan 'Meta, não se meta'

Manifestantes em São Paulo protestaram nesta segunda contra suposta interferência da Meta nas eleições presidenciais de 2026, após pedido do TSE para comprovação de isonomia entre candidaturas.
Manifestantes pró-Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveram, nesta segunda-feira (19), um protesto em frente à sede da Meta, em São Paulo. O ato contestou a suposta interferência da empresa — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — nas eleições presidenciais de 2026. Em meio ao protesto, que contou com a tentativa de entrega de um manifesto aos representantes da Meta, os participantes utilizaram o slogan ‘Meta, não se meta’. O grupo foi impedido de entregar o documento por seguranças.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze determinou prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento de uma ordem judicial. A determinação visa garantir tratamento igualitário entre as candidaturas do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro (PL). Bellizze alertou que o descumprimento da ordem pode acarretar multa diária que varia de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.
Na última sexta-feira (16), a Meta admitiu falhas técnicas pontuais que afetaram temporariamente publicações da campanha do PT, negando, porém, qualquer interferência deliberada nas eleições. Em nota, a empresa afirmou que não toma partido em eleições e que suas regras são aplicadas igualmente a todos os usuários, sem classificação de conteúdo com base em ideologia política.
Além disso, a campanha de Lula acionou o TSE novamente na noite desta segunda, alegando que a funcionalidade de geração de imagens via inteligência artificial da Meta ainda estaria beneficiando pedidos relacionados ao candidato Flávio Bolsonaro. A defesa do presidente pede que o relator do caso proíba a Meta de produzir imagens políticas por meio da inteligência artificial.
Ponto a ponto do protesto e desdobramentos
- Manifestantes pró-Lula protestam contra suposta interferência da Meta nas eleições de 2026
- TSE exige comprovação de isonomia na plataforma entre candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro
- Multa diária para descumprimento da determinação pode chegar a R$ 1 milhão
- Meta admite falhas técnicas e nega favorecimento a qualquer candidato
- Campanha de Lula solicita proibição da geração de imagens políticas via inteligência artificial pela Meta
O caso continua sob acompanhamento do TSE, que monitora o cumprimento das determinações para garantir igualdade de condições entre os candidatos nas redes sociais administradas pela Meta.
Fonte: gazetadopovo.com.br





