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Lula usa fala de assessora de Flávio Bolsonaro para criticar mudanças no Bolsa Família

Declaração sobre regra de transição no programa é explorada em campanha eleitoral

Lula usa fala de assessora de Flávio Bolsonaro para criticar mudanças no Bolsa Família
Debate entre Lula e Flávio Bolsonaro durante campanha eleitoral – Foto: ns cedidas pela TV Band

Aliados do presidente Lula intensificaram críticas a proposta de transição no Bolsa Família apresentada pela coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro, que sugere prazo de dois anos para beneficiários se estabilizarem no mercado de trabalho.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as críticas à proposta de transição para o programa Bolsa Família apresentada pela coordenadora econômica do senador Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques. Ela sugeriu um prazo de dois anos para que beneficiários do programa consigam emprego formal ou abram empresa, com retorno automático ao benefício caso não obtenham sucesso.

A orientação dos aliados de Lula é manter o foco nesses ataques durante o período eleitoral, ressaltando o impacto político da mudança proposta pelo PL. A fala da assessora foi dada em entrevista à rádio CBN na Bahia e repercutiu nas redes sociais, com trechos compartilhados pelo perfil oficial do PT e pelo próprio presidente Lula.

Flávio Bolsonaro negou que a proposta signifique o fim do Bolsa Família e acusou a campanha petista de espalhar informações falsas. O senador destacou que, em seu eventual governo, o retorno ao programa seria automático caso o beneficiário perdesse o emprego ou não conseguisse manter o negócio.

O Bolsa Família atualmente possui regras de transição que permitem que beneficiários com renda superior ao limite inicialmente estabelecido continuem recebendo parte do benefício por até 18 meses. Essa medida visa evitar o cancelamento imediato e reconhecer o processo gradual de superação da pobreza.

O governo Lula anunciou recentemente um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo para R$ 691, e antecipou os pagamentos para mitigar os efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a população vulnerável.

Proposta de transição no Bolsa Família

A coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro afirmou que o programa terá uma regra de transição de dois anos para que beneficiários possam se inserir no mercado formal ou iniciar um negócio próprio, retornando automaticamente ao programa se não conseguirem se estabilizar.

Reação política

Aliados do presidente Lula destacaram a fala para criticar a proposta do PL, associando-a a cortes anteriores em programas sociais. Flávio Bolsonaro rebateu as acusações e reafirmou que não haverá fim do Bolsa Família.

Contexto atual

O Bolsa Família tem limites de renda per capita e mecanismos de proteção para os beneficiários. O governo federal promoveu ajustes no programa visando ampliar o valor e a frequência dos pagamentos, buscando atender a população em situação de vulnerabilidade.