Inovações em maçã, ameixa e pitaia prometem reduzir custos e ampliar mercado no Paraná

IDR-Paraná anuncia quatro novas cultivares agrícolas que prometem revolucionar a fruticultura estadual, reduzindo custos e aumentando produtividade.
O IDR-Paraná, braço do governo estadual responsável pelo desenvolvimento rural, está prestes a lançar quatro cultivares que prometem abalar o status quo da fruticultura regional — uma maçã, duas ameixas e uma pitaia. Essas variedades foram cuidadosamente desenvolvidas para superar limitações clássicas do setor, como o rigor climático e a resistência a doenças, além de reduzir custos operacionais para os produtores.
Fruticultura com tecnologia para enfrentar desafios locais
Com foco na adaptação ao clima subtropical do Paraná, a nova maçã exige menos da tradicional dormência no frio — cerca de 260 horas, menos da metade do necessário em cultivares convencionais do grupo Gala — e oferece produtividade superior a 50 toneladas por hectare. Além disso, seus frutos apresentam qualidade aliada a um manejo simplificado, eliminando a necessidade da poda verde, um benefício direto para a redução de custos e esforço do produtor.
As duas ameixas que chegam ao mercado trazem resistência crucial à escaldadura das folhas, doença que vem travando a produção nacional e que hoje representa um dos maiores obstáculos para a cultura. Ambas cultivam ainda uma baixa exigência de frio, alinhando-se às mudanças climáticas que desafiam a agropecuária regional. Uma das cultivares ampara alto rendimento e frutas com vida pós-colheita estendida; a outra destaca-se pela estabilidade na produção e potencial para polinização comercial.
Já a pitaia, desenvolvida no Norte paranaense, promete antecipar a entrada da fruta no mercado em até 25 dias, otimizando ganhos financeiros e permitindo escalonamento na comercialização. Com alta produtividade, autofertilidade e frutos com polpa branca e firme, a nova opção amplia o portfólio de frutos tropicais do estado.
Pesquisa estratégica em tempos de expansão agrícola
Segundo Altair Sebastião Dorigo, diretor-presidente do IDR-Paraná, essas cultivares são fruto de anos de pesquisa visando entregar respostas concretas ao campo, conciliando produtividade, qualidade e sustentabilidade. A diretora de pesquisa, Vania Moda Cirino, reforça que o investimento em ciência é vital para manter a competitividade do Paraná na agropecuária brasileira.
De acordo com dados recentes da Secretaria da Agricultura, a fruticultura no Paraná já movimenta cifras significativas, com a maçã alcançando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 87,2 milhões e a pitaia, R$ 41,7 milhões. A chegada dessas cultivares deve impulsionar ainda mais esse cenário.
Uma aposta que vai além do Paraná
A tradição do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), incorporado ao IDR-Paraná, no desenvolvimento de cultivares adaptadas a invernos amenos não é nova. Variedades como Eva, Anabela, Carícia e Julieta já ultrapassaram fronteiras estaduais e nacionais, entrando em pomares de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e até no exterior. Este novo lançamento mantém essa linha de excelência, mas com foco em demandas atuais do mercado e dos produtores.
Enquanto o setor produtivo enfrenta pressões globais e mudanças climáticas, a aposta do Paraná em inovação genética e tecnologia aparece como uma resposta inteligente e necessária para garantir sua posição e ampliar seu protagonismo no agronegócio brasileiro.
Fonte: parana.pr.gov.br










