Senador destaca apenas aliados em Aracaju, sinalizando racha no partido

Em visita a Aracaju, Flávio Bolsonaro apoiou apenas alguns candidatos do PL, revelando divisão interna do partido em Sergipe.
A passagem do senador Flávio Bolsonaro por Aracaju, capital de Sergipe, destacou a divisão interna do Partido Liberal (PL) no estado. Em ato político, Flávio mencionou apenas três candidatos do partido: Rodrigo Valadares (Senado), Moana Valadares (Câmara dos Deputados e presidente do PL Sergipe) e Luizão Donatrampi (deputado federal). Apesar de estarem presentes, o senador não citou outros concorrentes do PL, como Coronel Rocha (Senado) e Ricardo Marques (governo do estado).
Essa escolha reforça o racha existente no partido em Sergipe, que enfrenta atritos por conta da distribuição dos recursos do fundo partidário e do apoio às candidaturas. Rodrigo e Moana Valadares receberam R$ 3 milhões cada para suas campanhas, enquanto Ricardo Marques e Coronel Rocha receberam R$ 300 mil e R$ 250 mil, respectivamente.
Em entrevista à rádio FM Sergipe no dia 10 de setembro, Coronel Rocha criticou a distribuição desigual dos recursos e apontou incoerências internas no PL. Ele afirmou ainda que não votaria em Rodrigo Valadares, que defendeu nas redes sociais o voto nulo para o segundo candidato do PL.
Nas redes sociais e no site oficial, apenas Rodrigo Valadares é referido como candidato apoiado ao Senado pelo senador Flávio Bolsonaro. Carlos, candidato a vice-presidente, procurou amenizar a tensão ao pedir votos para todos os candidatos do PL e destacou a unidade da direita em Sergipe.
Rodrigo Valadares reconheceu publicamente as desavenças, mas afirmou que a desunião beneficia apenas adversários políticos.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro focou apoio em três candidatos do PL em Sergipe, omitindo outros na mesma legenda.
- Desentendimentos internos giram em torno da distribuição desigual do fundo partidário.
- Coronel Rocha manifestou críticas públicas à gestão dos recursos e ao posicionamento de colegas.
- Candidatos tentam minimizar a divisão para preservar a unidade da direita no estado.
Este episódio revela os desafios do PL em manter coesão interna durante o processo eleitoral em Sergipe, refletindo disputas pelo controle político e recursos dentro do partido.









