Em missa, candidato critica politização das crenças e propõe ações para controlar vício em apostas

Ronaldo Caiado repudiou a politização das questões religiosas, defendeu a liberdade de culto e classificou o vício em apostas como doença, propondo ações educativas e restrição à publicidade.
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) manifestou-se neste domingo (27/9), durante participação em uma Santa Missa em Goiânia (GO), sobre temas que repercutiram na semana, como a politização das questões religiosas e o vício em apostas (bets).
Caiado repudiou o uso político das diferenças de fé e defendeu o respeito às religiões, destacando que o Estado brasileiro deve garantir a liberdade de culto a todos os cidadãos. “Eu repudio frontalmente quem utiliza momentos como esse para restringir opções religiosas. Isso é direito individual”, afirmou.
O candidato católico comentou ainda o cenário político atual, marcado por intolerância e antagonismo entre grupos religiosos, que tem distorcido o equilíbrio e o bom senso no debate público.
Sobre as apostas, Caiado classificou o vício como uma “doença” e apontou a necessidade de ações educativas para a sociedade, além de impor restrições rigorosas à publicidade desses jogos. Ele lembrou sua experiência como governador de Goiás, estado no qual não autorizou a instalação de loterias, ressaltando os impactos sociais negativos associados às apostas, como problemas financeiros, familiares, agressão e suicídio.
Essa posição coincide com a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25/9), que proíbe as apostas no país, determinando o encerramento das plataformas e estabelecendo regras para retirada dos valores pelos usuários. A MP tem validade imediata, mas aguarda análise do Congresso Nacional para sua confirmação.
As declarações de Caiado reiteram sua pauta de combate ao vício em apostas e a defesa da liberdade religiosa em um contexto político que tem registrado episódios de polêmica envolvendo essas temáticas.









