Presidente do PL rebate bloqueio de patrimônio e contesta investigação da PF comandada por Flávio Dino

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, nega que seu patrimônio chegue a R$ 119 milhões bloqueados pelo STF e critica a investigação da PF sob o comando de Flávio Dino, alegando falta de provas e criminalização da atividade política.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reagiu com firmeza à decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em seu nome após investigação da Polícia Federal sobre supostas fraudes em emendas parlamentares. Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar negou que seu patrimônio chegue sequer perto desse montante, destacando que seu último registro oficial junto ao TSE apontava R$ 2,5 milhões. “Eu gostaria de ter, mas nem que eu acertasse duas vezes na Mega-Sena teria esse dinheiro”, ironizou.
Defesa aponta suspeitas frágeis e criminalização da política
Valdemar criticou a base da decisão judicial, ressaltando que tanto a Procuradoria-Geral da República quanto o Ministério Público foram contrários às medidas cautelares, que incluem restrições severas sem provas concretas. Segundo ele, não houve buscas, apreensões ou bloqueio de seus aparelhos celulares, diferenciais que apontam para a fragilidade das acusações. “É uma indevida criminalização da atividade político-partidária”, afirmou a defesa em nota oficial.
Investigação e contexto político
A investigação, originada na Operação Transparência, aponta que Valdemar teria direcionado ao menos 21 emendas parlamentares que somariam os R$ 119 milhões bloqueados, usando servidores da Câmara para registrar fraudulentamente deputados como solicitantes. O objetivo seria dar aparência legal às indicações realizadas por ele, que não é parlamentar. A decisão do STF também determina que o presidente da Câmara, Hugo Motta, apresente documentos relacionados ao caso.
Valdemar promete defesa e diz que emendas são legítimas
O presidente do PL garantiu que as emendas são “todas sérias, estão sendo executadas”, e que a situação será esclarecida na defesa que será apresentada. Ele lembrou casos de outros políticos investigados, como Ciro Nogueira e Jaques Wagner, e condenou o que vê como tratamento desigual e exagerado contra ele. A defesa prometeu adotar todas as medidas judiciais para provar a improcedência das acusações, restabelecer a legalidade e preservar garantias fundamentais.
Este episódio expõe uma nova rodada de embates entre o STF e lideranças políticas, com potencial impacto nas articulações partidárias e na imagem do PL diante do eleitorado, já em período de alta sensibilidade eleitoral.









