pgr recusa proposta de delação do ex-presidente do brb no caso master


Procuradoria-Geral da República rejeita acordo de colaboração premiada de Paulo Henrique Costa, ampliando resistência em investigação sobre fraudes no Banco Master

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Ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa durante entrevista Foto:

PGR rejeita acordo de delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, investigado no caso de fraudes no Banco Master.

PGR recusa delação do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa no caso Master

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a proposta de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, investigado por seu suposto envolvimento nas fraudes atribuídas ao Banco Master. A decisão da PGR ocorre em meio à investigação que apura irregularidades na negociação entre BRB e Banco Master, envolvendo suspeitas de pagamento de propinas e descumprimento de normas internas.

Paulo Henrique Costa presidiu o BRB entre 2019 e 2025, indicado pelo governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. Durante sua gestão, liderou a expansão do banco e conduziu as negociações para a aquisição do Banco Master, operação que está no centro das investigações policiais. Segundo apurações, Costa teria autorizado a avançar com a compra, mesmo ciente dos ativos de alto risco mantidos pelo Master, o que ele nega. Além das suspeitas de propina, autoridades investigam se houve falhas na governança e nos controles internos da instituição durante a operação.

Contexto da investigação e impacto no sistema financeiro do Distrito Federal

A recusa da PGR em aceitar a colaboração premiada de Paulo Henrique Costa amplia a resistência do órgão a acordos de delação entre os principais investigados no caso Master. Essa postura também foi adotada recentemente contra a proposta apresentada por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teve sua delação rejeitada pela PGR dez dias antes. Essas decisões indicam cautela da Procuradoria em aceitar acordos que possam comprometer a investigação ou não contribuam significativamente para o esclarecimento dos fatos.

O caso tem impacto direto na confiança do mercado e na gestão das instituições financeiras vinculadas ao Governo do Distrito Federal. O BRB é um banco público estadual que desempenha papel importante na economia local, e a suspeita de irregularidades em sua administração pode afetar tanto a imagem quanto as operações do banco. A investigação também lança luz sobre práticas de governança corporativa e controles internos em entidades financeiras públicas.

Perfil de Paulo Henrique Costa e trajetória no setor financeiro

Com formação em administração de empresas e especializações em finanças, Paulo Henrique Costa construiu uma carreira sólida na Caixa Econômica Federal, onde trabalhou por mais de 20 anos, chegando a ocupar o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital. Sua experiência no setor financeiro o credenciou para presidir o BRB a partir de 2019.

Durante seu mandato como presidente do BRB, Costa foi responsável por estratégias de crescimento e modernização do banco, além de liderar as negociações para a compra do Banco Master. Sua gestão, porém, foi interrompida em novembro do ano passado por decisão judicial, em meio às investigações policiais que apuram as supostas irregularidades.

Análise da posição da PGR sobre acordos de colaboração premiada

A negativa da PGR em aceitar a delação premiada de Paulo Henrique Costa reflete um posicionamento rigoroso da instituição diante de acordos de colaboração em casos de grande repercussão e complexidade. A Procuradoria tem acompanhado as investigações da Polícia Federal e avaliado os termos das propostas, priorizando a obtenção de informações relevantes para o avanço da apuração e para responsabilização dos envolvidos.

A decisão de rejeitar delações de dois dos principais investigados no caso Master sugere que a PGR busca manter o controle sobre o andamento do processo e assegurar que as colaborações realmente contribuam para a elucidação dos fatos. Enquanto isso, a Polícia Federal continua analisando as propostas e o conteúdo das possíveis colaborações permanece sob sigilo.

Próximos passos na investigação e consequências jurídicas

Com a recusa da PGR, a investigação segue seu curso sem a colaboração premiada de Paulo Henrique Costa, o que pode dificultar o acesso a informações internas e provas detalhadas sobre as operações entre BRB e Banco Master. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal devem continuar as apurações com base em outras fontes de prova e depoimentos.

A instabilidade na direção do BRB e as suspeitas levantadas impactam diretamente a gestão do banco e a confiança do público. Dependendo dos desdobramentos, poderão ocorrer novas ações judiciais e medidas administrativas. A reputação dos envolvidos, incluindo o ex-presidente Paulo Henrique Costa e o fundador do Banco Master, está comprometida enquanto as investigações prosseguem.

A sociedade aguarda transparência e rigor nas apurações para garantir a responsabilização dos possíveis envolvidos e a recuperação da credibilidade das instituições financeiras públicas do Distrito Federal.


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