Levantamento mostra maioria favorável à redução da jornada, mas ressalta desconfiança sobre posição de Flávio Bolsonaro e possível reversão da medida

Pesquisa da Palver revela que 74% das mensagens nas redes sociais apoiam o fim da escala 6×1, aprovada pelo Senado. Contudo, a mudança de posição de Flávio Bolsonaro gera desconfiança sobre a manutenção da medida em um eventual governo seu.
Maioria nas redes apoia a redução da jornada 6×1
Levantamento da Palver divulgado em 15 de outubro aponta que 74% das mensagens com posicionamento nas redes sociais são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1, aprovada pelo Senado por 75 votos a 1. A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
Flávio Bolsonaro enfrenta questionamentos
Apesar de ter anunciado voto favorável à medida, a mudança de posição do senador Flávio Bolsonaro (PL) suscitou dúvidas sobre sua coerência e motivações, com interpretações que apontam para cálculo eleitoral próximo ao segundo turno. Sua ausência no registro oficial da votação também gerou críticas e desconfianças.
Resistência maior em aplicativos de mensagens
Nos aplicativos de mensagens, o apoio ao fim da escala 6×1 é menor, com 61% favoráveis e 39% contrários. A Palver destaca que a oposição à medida tem maior presença nesse ambiente, onde grupos bolsonaristas se articulam com mais eficiência.
Narrativas dominantes nas discussões
A principal narrativa (23%) enaltece a aprovação como conquista histórica para trabalhadores, associando o presidente Lula à pressão política que viabilizou a medida, destacando benefícios para saúde e qualidade de vida. A segunda (22%) foca na mudança de Flávio Bolsonaro, questionando sua postura e ressaltando críticas à medida. A terceira (18%) levanta receios sobre possíveis reversões ou impactos negativos da PEC 12/2026, que prevê remuneração por hora e pode afetar direitos trabalhistas.
Disputa pela autoria política e debates futuros
O estudo identifica também a participação da deputada Erika Hilton (PSOL), Rick Azevedo (PSOL) e do movimento Vida Além do Trabalho na mobilização pela redução da jornada, refletindo disputa política pelo reconhecimento da conquista.
Após a votação, as discussões ampliaram-se para regras de transição, implementação e questionamentos sobre a permanência da medida, indicando que o debate deve se estender mesmo com a promulgação da proposta.









