Especialista aponta que líder israelense tenta sabotar plano dos EUA e sofre desgaste interno

Especialista da UFRJ revela que Netanyahu está politicamente encurralado e fará de tudo para impedir acordo de desarmamento do Hamas, que contraria suas promessas de vitória absoluta.
Benjamin Netanyahu enfrenta um momento de grande fragilidade política e trava todos os esforços para minar o acordo proposto pelos Estados Unidos que visa o desarmamento do Hamas em Gaza. Segundo Michel Gherman, coordenador do programa de sociologia da UFRJ, o silêncio do premiê israelense diante do plano não é casual — representa um recuo forçado diante de uma derrota política que o impede de cumprir as promessas feitas após os ataques de 7 de outubro.
Netanyahu rejeita acordo que contraria sua agenda de força
O plano americano, que conta com aprovação tanto do Hamas quanto do ex-presidente Donald Trump, prevê um diálogo direto com o grupo palestino, o desarmamento do Hamas e uma transição para um grupo administrativo palestino que tomaria o controle do território. Para Gherman, isso significa uma vitória prática para o Hamas, contrapondo-se à retórica de Netanyahu que busca a vitória absoluta e destruição do grupo.
Crise política e desgaste internacional
Longe de conseguir impor uma recolonização de Gaza, bandeira defendida por seus aliados, Netanyahu vê sua popularidade declinar enquanto tenta sabotar o acordo para manter sua base política. Essa postura pode aprofundar a ruptura com os Estados Unidos e agravar a situação política do premiê, que enfrenta uma encruzilhada: falar pode piorar sua situação, mas silêncio não resolve a crise.
A batalha de Netanyahu contra o desarmamento do Hamas expõe não só suas limitações políticas internas, mas também amplia as tensões na região, dificultando uma possível pacificação em Gaza e sinalizando um cenário de instabilidade prolongada.








