Ministro condiciona atendimento odontológico de ex-presidente a segredo absoluto da data e horário

Ministro do STF Alexandre de Moraes autoriza ida de Jair Bolsonaro ao dentista, mas impõe sigilo absoluto sobre data e horário, reforçando o rigor no monitoramento do ex-presidente preso em regime domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, baixou ordem firme para a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao dentista: a consulta só poderá ocorrer se a data e horário forem mantidos em segredo absoluto. Essa condição não é mero capricho, mas uma medida de segurança rigorosa que mantém o controle sobre o ex-chefe do Executivo, atualmente em regime domiciliar por questões humanitárias.nnA autorização prevê que o atendimento odontológico seja feito no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal, com a escolta obrigatória da PM. A defesa de Bolsonaro tentou que o procedimento fosse realizado no consultório da esposa do senador Flávio Bolsonaro, o que foi recusado pela corte.nnAlém disso, Moraes determinou que a defesa e o Subdiretor do Núcleo de Custódia da PM do DF estabeleçam conjuntamente a data e horário da consulta, com a advertência de que qualquer vazamento acarretará o cancelamento imediato do atendimento.nnA decisão do ministro se apoia no quadro de saúde e idade do ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado e outros crimes, mas mantém a vigilância rígida sobre seus deslocamentos, sinalizando que o rigor institucional permanece intacto, mesmo diante das concessões humanitárias.








