Presidente critica privatizações no setor de combustíveis e questiona ganhos para o povo brasileiro

Lula não poupa críticas ao processo de privatização da BR Distribuidora, agora Vibra Energia, e revela desejo de recomprar refinaria, denunciando a incompetência do governo Bolsonaro e a perda de soberania nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não hesitou em disparar contra o governo Bolsonaro ao criticar duramente o processo de privatização das refinarias brasileiras, em especial a BR Distribuidora, hoje Vibra Energia. Durante visita ao Amapá, Lula questionou diretamente os ganhos que o povo brasileiro obteve com a venda da refinaria da Bahia e da refinaria do Amazonas, mostrando que o tema segue como ponto central em sua agenda política para a campanha.
“Eu ainda sonho em comprar de volta a refinaria que eles privatizaram”, afirmou o presidente, expondo não só insatisfação como um projeto claro de reversão das privatizações feitas recentemente.
Lula foi além e chamou o ex-governo de “incompetente”, acusando seus gestores de preferirem vender patrimônio público a fazer uma boa administração: “O cara que vendeu deveria ganhar o prêmio Nobel da estupidez. Ao invés de ser bom gestor, fazendo as coisas funcionarem, ele tenta fazer as coisas funcionarem vendendo. Ou seja, na verdade, ele é um bom comerciante, não é um bom gestor. Ele demonstra incompetência e não dá resultado naquilo que ele tem que dar”.
Esse discurso não é isolado. Lula aproveitou uma visita ao navio-sonda da Petrobras na Margem Equatorial para reforçar a necessidade de investimento em pesquisa, condição fundamental para a sobrevivência da estatal e para garantir a soberania nacional. Ele criticou ainda o que chamou de “complexo de vira-lata” presente no Brasil, especialmente em setores estratégicos como o petróleo.
O ex-ministro Rui Costa chegou a admitir que o governo estuda a possibilidade de a Petrobras retornar à distribuição de combustíveis, numa sinalização de desgaste da privatização da BR Distribuidora, embora respeitando cláusulas contratuais até 2029.
Privatizações sob fogo cruzado
O embate político exposto por Lula não é apenas retórico: pinta a crescente insatisfação com a política de privatizações no setor energético, que têm gerado debates sobre soberania, controle estatal e impacto econômico ao consumidor final. A intenção clara do presidente é marcar posição e colocar o tema como bandeira central diante das eleições de 2026.
O questionamento de Lula sobre o que o povo ganhou com a venda das refinarias é uma provocação direta ao governo Bolsonaro e seus aliados, revelando contradições políticas e um possível desgaste nas estratégias adotadas nos últimos anos.
Enquanto isso, o futuro da Vibra Energia segue em atenção, com os olhos do governo Lula postos na possibilidade de recomprar ativos, consolidar a Petrobras e resgatar o controle estatal em uma área considerada vital para o Brasil.








