Ministro do STF denuncia direcionamento político em apurações da Polícia Federal contra presidente do Senado

Alexandre de Moraes aponta que André Mendonça tentou manipular investigações da Polícia Federal contra Davi Alcolumbre, presidente do Senado, com viés político para incriminá-lo.
Moraes expõe tentativa de manipulação política nas investigações
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), desmascarou nesta quinta-feira uma manobra de André Mendonça para direcionar investigações da Polícia Federal com o objetivo claro de atingir politicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Moraes, que também foi alvo do mesmo expediente, aponta no despacho que Mendonça pode ter cometido crimes de improbidade administrativa e abuso de autoridade pela tentativa de incriminação de autoridades.
Polícia Federal identifica viés político nas apurações
O relatório de inteligência da Polícia Federal, citado por Moraes, revela que Mendonça atuou com um viés político ao tratar Alcolumbre como “provável alvo estratégico”, dada sua força política e perspectivas de se manter na presidência do Senado na próxima legislatura. A PF destaca a assimetria no tratamento das investigações, com separação indevida de casos aparentados quando isso prejudicava Alcolumbre, enquanto defendia a junção em situações conexas que beneficiavam outros envolvidos.
Tensões internas e críticas crescentes
Além da denúncia formal, o presidente do Senado voltou a criticar as pressões da oposição por um processo de impeachment contra Moraes, demonstrando o desgaste entre os poderes. A citação a Antônio Rueda, presidente do União Brasil, nos documentos também indica disputas internas, evidenciando o clima de disputa e retaliação que permeia as investigações e o cenário político.
Esta revelação escancara o uso político das instituições de controle e reforça o desgaste do STF em meio a embates com o Congresso. Moraes dá um passo firme para denunciar a instrumentalização das investigações, ao mesmo tempo em que amplia o conflito e tensiona ainda mais as relações entre os principais poderes do país.









