Ex-ministra exige afastamento temporário de Moraes após escândalo de mensagens e questiona Mendonça sobre tratamento desigual

Marina Silva cobra afastamento temporário de Moraes do STF diante das graves denúncias de troca de mensagens com ex-banqueiro investigado e critica André Mendonça por tratamento desigual.
A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, Marina Silva (Rede), não poupou críticas diante das recentes revelações sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por suspeitas de fraudes, foram definidas por Marina como “gravíssimas” e exigem apuração transparente e rigorosa.
Pressão por afastamento imediato
Marina defende que Moraes seja afastado temporariamente do STF, medida que considera necessária para garantir o direito de defesa sem comprometimento da instituição. “Considero que o afastamento temporário, seguindo o devido processo institucional, pode ser a melhor maneira de ele exercer plenamente seu direito de defesa e ao mesmo tempo preservar o Supremo Tribunal Federal”, afirmou em suas redes sociais.
A candidata aponta que a confiança nas instituições depende de “transparência, responsabilidade e regras iguais para todos”, ressaltando que ninguém está acima da lei, em claro recado à elite judicial.
Críticas ao ministro André Mendonça
A decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs os diálogos entre Moraes e Vorcaro gerou embates internos no STF. Marina questionou o critério aplicado, especialmente por causa do sigilo mantido em outro caso envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, que também envolve Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
“Por que o ministro Mendonça não adotou o mesmo critério naquele caso? Investigação séria precisa de transparência e regra igual para todos. É assim que protegemos a democracia e as instituições”, afirmou.
Bastidores e desdobramentos
O relatório da PF indica uma relação próxima entre Moraes e Vorcaro, incluindo contratos milionários entre o banco e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci. A divulgação das mensagens acirrou tensões internas no STF, com Moraes acusando Mendonça de perseguição política e questionando a condução do caso.
A movimentação política em torno do caso pode abrir um desgaste institucional significativo ao Supremo, que já enfrenta críticas pela condução das investigações e decisões internas. A pressão de figuras públicas como Marina Silva só aumenta o clima de instabilidade e questionamentos sobre a imparcialidade do tribunal.








