Governo nega interesse da estatal em ativos da Oi e reforça espera por solução de mercado

Ministério das Comunicações rechaça boatos sobre interesse da Telebras nos ativos da Oi, decreto de falência mantém mercado atento e ações da estatal disparam com especulações.
O Ministério das Comunicações cortou o mal pela raiz e desmentiu, com todas as letras, os boatos que circulam há tempos sobre um possível interesse da Telebras nos ativos de infraestrutura da Oi. A estatal, que teve sua falência decretada esta semana, vira alvo de especulações que inflaram suas ações em até 30% em um dia e 80% no acumulado de agosto.
“Isso é boato que existe há algum tempo, e sempre negamos”, disse a pasta em nota oficial, pondo fim às conjecturas que movimentam o mercado e provocam volatilidade nas ações da Telebras.
O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, já havia sinalizado em julho que o governo não pretende se meter nos contratos da Oi, afirmando que a solução deve partir do mercado, e não de intervenção estatal.
Este posicionamento evidencia uma linha de prudência do governo diante da delicada situação da Oi, que após meio século de operação amarga a falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. Enquanto isso, o mercado especula e testa os limites da estatal Telebras, que nega qualquer movimentação para assumir ativos da operadora falida.
Rumores que agitam o mercado
As ações da Telebras reagiram fortemente aos rumores, com alta de mais de 30% na quarta-feira (26). Contudo, pouco antes do fechamento da última sessão, os papéis recuaram, caindo 5,16% na ON e 6,95% na PN, mostrando que o mercado ainda oscila diante da falta de confirmação e das negativas oficiais.
Governo mantém distância e defende regras de mercado
Com a falência da Oi oficializada, o Executivo opta por não se envolver diretamente, aguardando que o processo judicial e as negociações no mercado definam o destino dos ativos, evitando uma intervenção estatal que poderia distorcer o ambiente concorrencial.
Este caso escancara a tensão entre a vontade de manter o mercado regulado e a pressão por soluções rápidas diante da crise de uma das maiores operadoras do país. O tempo dirá se a Telebras continuará apenas no campo das especulações ou se surgirá como protagonista na reestruturação do setor de telecomunicações brasileiro.








