Senadores divergem sobre decisão de retirada da PEC da pauta e discutem regimento do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o senador Rogério Marinho trocaram declarações após o adiamento da votação da PEC da Segurança Pública, que enfrenta impasse sobre a inclusão da redução da maioridade penal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que enfrenta impasse sobre a inclusão da redução da maioridade penal. O senador Rogério Marinho (PL-RN) questionou o motivo da retirada da pauta, ao que Alcolumbre respondeu que a decisão foi pessoal da presidência do Senado.
Durante a sessão, houve troca de declarações entre os senadores. Marinho sugeriu que a decisão seria arbitrária, e Alcolumbre concordou, afirmando que há intenção de mudança no regimento para tratar dessas situações.
Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto, é um dos cotados para disputar a presidência do Senado em 2027, contra Alcolumbre. O embate entre os dois se intensificou também durante a votação do perdão da dívida de microempreendedores individuais (MEIs), quando Marinho criticou a gestão do PT e defendeu que a saída do partido resolveria questões financeiras do país.
Em sua fala, Marinho citou dados sobre o sistema carcerário para marcar o contraponto político entre as bancadas do PT e do PL, afirmando que 73% da população carcerária votou em Lula na última eleição. A declaração gerou reações no plenário, com menções a milícias e troca de acusações entre senadores.
Para conter o clima, o presidente do Senado advertiu que cortaria o microfone de parlamentares que utilizassem o tempo para ofensas, orientando a focar nas votações da pauta e seguir a ordem do dia.
Fonte: gazetadopovo.com.br









