Pesquisa Quaest revela cenário polarizado no Pará para as eleições de 2026

Pesquisa Quaest mostra Lula na frente no Pará com 39% no 1º turno, Flávio Bolsonaro aparece em segundo com 28%. Cenário polarizado e indefinições marcam eleições locais.
A pesquisa Quaest divulgada em agosto revela que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue com liderança sólida entre eleitores do Pará, alcançando 39% das intenções de voto para presidente no primeiro turno. Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28%, mostrando que o campo conservador mantém força significativa na região. A diferença aponta um embate direto, mas com espaço para mudanças até a eleição de outubro.
Lula e Flávio Bolsonaro: polarização em evidência
A vantagem de Lula no Pará não é tão ampla quanto em outros estados, o que indica um cenário mais competitivo. Flávio Bolsonaro capitaliza a base bolsonarista, consolidando sua presença na disputa e mantendo viva a polarização política no estado. A presença de outros candidatos, como Augusto Cury (5%) e Renan Santos (3%), não ameaçam o segundo lugar, mas reforçam o fragmentado mapa eleitoral.
Senado e governo estadual: indefinições e disputas acirradas
No pleito para o Senado, o ex-governador Helder Barbalho (MDB) lidera com 23%, seguido por Delegado Éder Mauro (PL) com 14% e Zequinha Marinho (Podemos) com 11%. A elevada taxa de indecisos (23%) e votos nulos (12%) indicam um cenário volátil que pode sofrer alterações significativas até a votação.
Para o governo do Pará, a pesquisa mostra um empate técnico entre o ex-prefeito Daniel Santos (Podemos), com 28%, e a governadora Hana Ghassan (MDB), com 27%. Ambos refletem a resistência de suas bases, mas o índice de indecisos (29%) mantém a disputa aberta. No segundo turno, empate técnico com 36% para cada candidato reforça essa indefinição.
Contexto geral e implicações políticas
O levantamento, feito entre 25 e 28 de agosto com 804 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais e aponta que 73% dos entrevistados consideram sua escolha definitiva, enquanto 26% ainda podem mudar o voto. Isso mantém o Pará como palco de um embate eleitoral intenso, com potencial para reviravoltas até o dia 4 de outubro.
A pesquisa expõe a necessidade de atenção das campanhas para os eleitores indecisos e reforça a influência tanto do campo progressista quanto conservador na região. A disputa aberta para Senado e governo estadual promete movimentar a política local nos próximos meses, em um clima de alta expectativa e pressão política.








