Candidato aposta em tecnologia para reformar máquina pública e segurança das mulheres

Candidato Augusto Cury defende criação de Ministério da Inteligência Artificial e uso de drones com IA para combater feminicídio, além de digitalizar máquina pública para cortar gastos.
O escritor e candidato à presidência pelo Avante, Augusto Cury, expôs no Jornal Nacional suas propostas focadas em tecnologia para enfrentar os desafios brasileiros. Entre elas, a criação de um Ministério ou Secretaria de Inteligência Artificial (IA) para modernizar a máquina pública e neutralizar o que chamou de “perda do bônus democrático” — o envelhecimento da população e a redução da força de trabalho.
Cury defende a redução de ministérios e o corte de cerca de 50 mil cargos comissionados, substituindo parte do funcionalismo por soluções baseadas em IA e digitalização. “Se não tivermos uma secretaria executiva de robótica e inteligência artificial, o Brasil vai ser atropelado”, afirmou, enfatizando a necessidade de incentivar jovens a se especializarem na área.
No campo da segurança pública, o candidato apresentou uma proposta inédita e controversa: usar drones equipados com inteligência artificial e sirenes para proteger mulheres em situação de risco de feminicídio. O sistema funcionaria com um aplicativo em que a mulher acionaria um botão de alerta que dispararia o drone até a residência do agressor, além de notificar a delegacia mais próxima para intervenção imediata.
“Já pensou se usarmos tecnologia que é usada em outros países? Isso pode ser um avanço real no combate ao feminicídio”, disse Cury, ressaltando a tecnologia como aliada para enfrentar a violência contra a mulher.
Na saúde pública, o escritor defende que 80% das consultas básicas do SUS sejam realizadas por teleatendimento robusto e integrado com IA, capaz de ofertar atendimento 24 horas, inclusive em áreas periféricas, para casos simples, como crianças com diarreia e vômito.
Cury aposta forte na tecnologia para revolucionar o Estado, reduzindo gastos e modernizando serviços essenciais, mas suas ideias suscitam dúvidas sobre viabilidade e impacto social, especialmente na substituição de servidores por inteligência artificial e no uso de drones em ações policiais.








