Candidato ataca Itamaraty e sugere diplomatas digitais para 'vender' Brasil

Augusto Cury causa polêmica ao sugerir que influenciadores digitais assumam postos em embaixadas para melhorar imagem do Brasil, gerando onda de memes e críticas à diplomacia tradicional.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato à presidência Augusto Cury (Avante) surpreendeu ao sugerir que influenciadores digitais poderiam ser incorporados às embaixadas brasileiras para melhorar a imagem do país no exterior. Cury criticou o Itamaraty, dizendo que, apesar da formação no Instituto Rio Branco, os diplomatas não estariam entregando uma imagem positiva do Brasil. Ele defendeu uma “repaginação” das embaixadas, propondo treinamento para que embaixadores e colaboradores atuem como influenciadores digitais, sem aumentar custos.
A proposta, no mínimo controversa, rapidamente viralizou nas redes sociais, rendendo uma enxurrada de memes e comentários irônicos sobre quem seriam os escolhidos para representar o Brasil no mundo. Internautas citaram nomes como Virgínia Fonseca, Patixa Teló e ex-BBBs, ilustrando o que chamaram de um espetáculo de dancinhas e influências digitais em vez de diplomacia tradicional.
A jornalista Renata Vasconcellos confrontou Cury durante a sabatina, destacando a tradição e a importância do Itamaraty e do Instituto Rio Branco na defesa dos interesses nacionais. O candidato rebateu, afirmando que a diplomacia atual é focada em pacificação, mas precisa ser eficiente na promoção do Brasil internacionalmente de forma “adequada e inteligente”.
Reação e críticas
- Proposta de Cury é vista como ataque ao Itamaraty e diplomacia tradicional
- Memes e ironias nas redes sociais questionam seriedade da ideia
- Debate revela desgaste e pressão sobre a imagem do Brasil no exterior
- Sugestão expõe contradição entre tradição diplomática e modernização comunicacional
A ideia de substituir ou complementar diplomatas por influenciadores digitais pode parecer um tiro no pé da diplomacia brasileira, mas reflete a ansiedade de candidatos em buscar propostas disruptivas, mesmo que desconectadas da prática internacional. A repercussão negativa mostra que, apesar da popularidade digital, a política externa não se reduz a likes e seguidores.








