Ação visa pressionar pela votação de projeto de lei na Câmara dos Deputados

Governadores solicitam audiência com Hugo Motta para discutir projeto que equipara facções a grupos terroristas. A proposta enfrenta resistência do governo.
Em 12 de novembro de 2025, os governadores Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Jorginho Mello (SC) enviaram ofícios ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando uma audiência. O objetivo é pressionar pela votação de um projeto que equipara facções criminosas brasileiras a organizações terroristas.
Projeto enfrenta resistência do governo
A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), já havia sido agendada para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas foi adiada devido à pressão de integrantes do governo Lula. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) se declarou contra a proposta, e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, também se manifestou, afirmando que as facções não se enquadram na definição de terrorismo.
Implicações do projeto
O projeto de Forte visa incluir na Lei Antiterrorismo não apenas facções criminosas, mas também milícias privadas. As discussões a respeito do combate a facções criminosas se intensificaram no Legislativo após uma operação policial que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro, marcando um recorde de letalidade no país. Essa situação trouxe à tona a urgência de discutir medidas mais rigorosas contra a criminalidade organizada.
Próximos passos
Os governadores esperam que a reunião com Hugo Motta ocorra em breve para que possam pressionar pela votação do projeto. A expectativa é que as discussões sobre o tema continuem a ganhar força nos próximos dias, considerando o clima de urgência gerado pelos recentes eventos violentos no estado do Rio de Janeiro.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










