Campinas inicia manejo reprodutivo de capivaras no Parque Ecológico


Controle populacional e redução de febre maculosa

Campinas inicia manejo reprodutivo de capivaras no Parque Ecológico
Ação visa controlar a população de capivaras. Foto: Tomaz Nascimento de Melo

Campinas inicia manejo reprodutivo de capivaras no Parque Ecológico com o objetivo de controlar a população e reduzir o risco de febre maculosa.

Campinas (SP) vai iniciar o manejo reprodutivo das capivaras do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim até a próxima semana. A ação visa controlar a população de capivaras e reduzir o risco de transmissão da febre maculosa, uma doença grave. A área verde tem cerca de 30 animais e será o quarto parque da cidade a receber os serviços.

Preparativos para o manejo das capivaras

Antes do início das cirurgias, a equipe técnica da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) avalia o melhor local para instalar os bretes — estruturas usadas na captura dos animais. A instalação dos equipamentos deve começar entre esta e a próxima semana. Desde que o programa teve início, no dia 26 de setembro de 2024, 147 capivaras já passaram pela esterilização em três áreas verdes do município: Lagoa do Taquaral, Lago do Café e Parque das Águas.

Metodologia e tecnologia utilizada

A Seclimas destaca que o procedimento é realizado por uma equipe de quatro veterinários e começa com a ceva, que é a alimentação controlada em locais e horários específicos, seguida da captura e das cirurgias. Para minimizar o estresse das capivaras, a secretaria utiliza câmeras e dispositivos de captura automática. O sistema fecha o recinto automaticamente quando os animais entram no espaço, permitindo o monitoramento prévio do comportamento. Essa tecnologia já foi utilizada no Parque das Águas e será adotada também no Parque Ecológico.

Importância do controle populacional

A administração municipal ressaltou que o processo é autorizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A febre maculosa é uma doença grave, com alta letalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, e a transmissão ocorre por meio da picada do carrapato-estrela, que é encontrado em ambientes com vegetação e em diversos animais, incluindo as capivaras. Campinas registrou quatro casos da doença desde janeiro de 2025, com três mortes de moradores da cidade, o que destaca a urgência do manejo reprodutivo.

Próximos passos do programa

Após a ação no Parque Ecológico, a prefeitura planeja realizar o manejo no Parque Hermógenes de Freitas Leitão, Parque Linear Capivari e Parque Linear Ribeirão das Pedras. A Secretaria de Saúde reforçou o alerta à população sobre os cuidados durante o período de sazonalidade da febre maculosa, que vai de maio a novembro, quando o risco de transmissão é maior.


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