Ministro da Fazenda promete ajuste fiscal rigoroso para manter economia estável diante de incertezas globais

Ministro da Fazenda Dario Durigan assegura que o governo vai impor medidas duras para melhorar o superávit fiscal, mesmo que isso exija sacrifícios, buscando recuperar a credibilidade econômica do país.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deixou claro que o governo está disposto a endurecer o ajuste fiscal “custe o que custar” para melhorar o superávit e garantir a saúde das contas públicas. Em painel na Expert XP, realizada em São Paulo nesta sexta-feira (24), Durigan afirmou que o compromisso com o equilíbrio fiscal é a “pedra de toque” para fortalecer a economia brasileira em meio a um cenário global turbulento.
Com a meta de alcançar um superávit primário de 0,5% em 2027, o ministro ressaltou que a política fiscal não será negociada em favor de interesses setoriais específicos. “Meu compromisso é fazer com que a economia toda caminhe em uma boa direção, melhorando as condições das pessoas”, ponderou, porém sem abrir mão do rigor orçamentário.
Durigan destacou que o governo chega ao fim do mandato com avanços sociais importantes, como a menor desigualdade e níveis recordes na balança comercial, além de um crescimento médio de 2,5% ao ano. Contudo, alertou que a “milha final” do esforço será enfrentar a alta dos juros, que estão no maior patamar em duas décadas, especialmente nos Estados Unidos. “O Brasil precisa ser um porto seguro num mundo de incertezas”, afirmou, defendendo medidas que tragam previsibilidade para atrair investimentos privados.
A fala do ministro ocorre em meio a preocupações do mercado sobre o aumento dos gastos públicos e seus impactos na sustentabilidade fiscal. Durigan reconheceu que 2026 será um ano atípico, diferente dos anos eleitorais anteriores, mas reafirmou o compromisso de manter o controle das contas até o fim do mandato.
Superávit e disciplina fiscal no centro da estratégia
O endurecimento fiscal anunciado por Durigan sinaliza uma guinada necessária para conter pressões inflacionárias e garantir a confiança dos investidores. A promessa de reduzir subvenções e conter despesas mostra que o governo não pretende recuar diante das dificuldades políticas e econômicas.
Cenário global desafiante e juros elevados
Com os principais bancos centrais indicando aumento das taxas de juros para combater a inflação, o Brasil enfrenta o desafio de manter suas contas equilibradas para evitar repasses excessivos aos juros internos, que pesam no custo da dívida pública.
Expectativa de estabilidade e atração de capital
Durigan aposta no fortalecimento das políticas públicas que impactam diretamente a população, mas com disciplina fiscal como base para garantir crescimento sustentável e segurança jurídica para investidores.
O discurso firme do ministro da Fazenda ressalta que, diante da conjuntura internacional adversa e dos desequilíbrios internos, o governo está pronto para tomar medidas impopulares, mas essenciais, visando restaurar a credibilidade econômica e assegurar o futuro financeiro do Brasil.








