Medida visa frear repasse do aumento do petróleo internacional ao consumidor em meio a crise no Oriente Médio

Governo federal estende subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina por mais 30 dias para limitar impacto da alta do petróleo internacional sobre preços ao consumidor.
O governo federal decidiu estender por mais 30 dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, numa tentativa clara de conter a pressão sobre os preços dos combustíveis diante da escalada do conflito no Oriente Médio que mantém o petróleo Brent próximo de US$ 100 o barril. A medida, que começa a valer em 26 de julho, foi oficializada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, por meio de portaria e mantém o auxílio financeiro a produtores e importadores para evitar que o impacto internacional se traduza em aumento repentino nas bombas.
Subsídio prorrogado para segurar alta
Criado em 25 de maio com validade inicial de dois meses, o benefício estava previsto para acabar em 25 de julho, mas o governo optou por renovar o mecanismo que equivale a quase metade do limite legal para subvenção à gasolina, que pode chegar a R$ 0,89 por litro — valor que representa os tributos federais incidentes sobre o combustível. A decisão expõe o desgaste que o Palácio do Planalto tenta evitar enquanto a crise no Oriente Médio mantém o mercado internacional volátil.
Diesel também protegido, mas sem ampliação
Paralelamente, a subvenção ao diesel, que equivale a R$ 1,12 por litro, segue em vigor até 16 de setembro. Apesar da pressão, a equipe econômica não anuncia novas ampliações nas medidas de compensação, sinalizando que o governo aposta em um cenário temporário ou busca administrar os custos ao Tesouro, que já estima um gasto mensal de cerca de R$ 1,2 bilhão com essas subvenções.
Monitoramento e possíveis ajustes
O governo mantém vigilância constante sobre a evolução do conflito e o comportamento do mercado global de petróleo para avaliar se será necessário manter, ampliar ou mesmo retirar as medidas adotadas. A manutenção do subsídio é uma sinalização de cautela diante da incerteza e dos riscos de repasse integral da alta dos preços internacionais aos consumidores brasileiros.
Fonte: xvcuritiba.com.br








