Empresa bloqueia pesquisas de arma biológica e espionagem ligada à Rússia e China

A Anthropic revelou tentativas de uso indevido de sua IA Claude para desenvolvimento de armas biológicas e ataques cibernéticos ligados a Rússia e China.
A Anthropic, empresa norte-americana de inteligência artificial, divulgou um relatório detalhando o uso indevido de seus modelos Claude em atividades relacionadas ao desenvolvimento de armas biológicas, ataques cibernéticos e espionagem eletrônica. O documento, publicado em 10 de setembro de 2026, descreve a detecção e bloqueio de tentativas de pesquisa para criação e adaptação de patógenos perigosos, incluindo a gripe aviária, e o emprego da IA para o desenvolvimento de software de armas convencionais como mísseis, drones armados e sistemas de controle.
Segundo o relatório, agentes em regiões não atendidas pela Anthropic, como Rússia, China e Coreia do Norte, utilizaram servidores virtuais privados para acessar o Claude e conduzir pesquisas potencialmente perigosas. A empresa baniu as contas envolvidas e aprimorou seus sistemas de proteção para evitar futuros abusos.
Além disso, foram identificadas operações de hackers apoiados por governos, com destaque para um grupo ligado à Rússia, denominado Midnight Blizzard, associado ao serviço de inteligência SVR, que utilizou IA para ataques de phishing, sequestro de redes e invasão de contas na Ucrânia. A IA foi empregada para criar malwares com capacidade de autoajuste para escapar das defesas de segurança.
No âmbito dos ataques relacionados à China, a Anthropic reportou tentativas de invasão por sete laboratórios, incluindo empresas como Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi, com o objetivo de extrair capacidades da IA Claude para aprimorar seus próprios modelos. Entre maio e julho de 2026, foram registradas mais de 151 milhões de interações atribuídas ao Alibaba, associadas a contas fraudulentas em um processo conhecido como destilação ilícita.
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou desconhecer o relatório e afirmou que apoia o desenvolvimento da inteligência artificial para fins positivos, rejeitando campanhas difamatórias.
O chefe de inteligência de ameaças da Anthropic, Jacob Klein, enfatizou que os recentes avanços nos modelos de IA aumentam os riscos de uso malicioso, exigindo atenção e medidas de controle mais rigorosas por parte dos desenvolvedores e reguladores.









