Estados Unidos e China avançam em cortes tarifários para comércio bilionário


Trump e Xi discutem redução de tarifas sobre US$ 30 bilhões em importações para estimular comércio não sensível

Estados Unidos e China avançam em cortes tarifários para comércio bilionário
Presidentes Donald Trump e Xi Jinping em encontro oficial. Foto: Maxim Shemetov

Estados Unidos e China avaliam cortes tarifários sobre US$ 30 bilhões em importações para melhorar relações comerciais e evitar tensões econômicas.

Avanços nos cortes tarifários entre Estados Unidos e China para US$ 30 bilhões

Os Estados Unidos e a China estão avançando em negociações para implementar cortes tarifários sobre aproximadamente US$ 30 bilhões em importações bilaterais, conforme conversações realizadas para a cúpula entre o presidente Donald Trump e o presidente Xi Jinping. Este movimento estratégico busca estabelecer um mecanismo de comércio administrado focado em produtos não sensíveis, visando melhorar as relações econômicas e aumentar o equilíbrio comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Proposta do Conselho de Comércio e seus objetivos principais

O chamado Conselho de Comércio propõe uma metodologia inédita de negociação, onde ambos os países identificam uma cesta de produtos sobre os quais podem reduzir tarifas mutuamente, sem comprometer a segurança nacional ou exigir mudanças profundas na estrutura econômica chinesa baseada no Estado. Segundo Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, o acordo pretende funcionar como um “adaptador” que conecta sistemas econômicos incompatíveis, priorizando metas comerciais numéricas e ajustes pragmáticos, ao contrário das demandas anteriores por reformas estruturais.

Impactos econômicos e histórico recente da relação comercial entre EUA e China

O comércio bilateral de mercadorias entre os Estados Unidos e a China sofreu uma diminuição de 29% nos volumes, caindo de US$ 582 bilhões em 2024 para US$ 415 bilhões em 2025. O déficit comercial dos EUA, que era o maior conflito nas relações, reduziu quase 32% no mesmo período, alcançando US$ 202 bilhões, o menor valor em duas décadas. Essa retração reflete a imposição de diversas tarifas temporárias e retaliatórias desde a guerra comercial iniciada em 2019, o que afetou segmentos como energia, produtos agrícolas e bens de consumo.

Tarifas vigentes e setores estratégicos protegidos na negociação

Apesar das negociações de redução, o diálogo mantém tarifas amplas sobre setores sensíveis à segurança nacional e tecnologias estratégicas. A China aplica uma tarifa geral extra de 10% em importações americanas, incluindo produtos como petróleo bruto, gás natural liquefeito, carvão e carne bovina, com tarifas retaliatórias que chegam a 55% em determinados casos. Por sua vez, os EUA mantêm tarifas de 7,5% a 10% em produtos chineses de consumo, impostas durante o auge da guerra comercial, abrangendo eletrônicos, vestuário e calçados.

Perspectivas e próximos passos para o fortalecimento das relações comerciais

As reuniões preparatórias conduzidas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, estabeleceram bases para as discussões finais na cúpula de Pequim. Embora os detalhes ainda permaneçam vagos, espera-se que o acordo inicial de redução tarifária fortaleça o comércio em setores não sensíveis e abra caminho para futuras expansões do mecanismo. Essa abordagem pragmática sinaliza uma possível reconfiguração das relações comerciais entre EUA e China, focando na cooperação econômica e na mitigação de tensões comerciais existentes.


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