Governo Lula critica suspensão de norma sobre aborto legal infantil


Ministérios se manifestam contra projeto aprovado na Câmara dos Deputados

Governo critica suspensão de norma sobre aborto legal infantil
Foto: Agência Brasil

O governo federal expressou forte preocupação à aprovação do projeto que suspende norma sobre aborto legal infantil.

Em 6 de novembro de 2025, o governo federal expressou forte preocupação com a aprovação do PDL 3.2025, que suspende a Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Essa norma garantia o acesso ao aborto legal para meninas vítimas de estupro, o que, segundo os ministérios das Mulheres e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), representa um grave retrocesso nas políticas de proteção à infância.

Reação do governo e dados alarmantes

O Ministério das Mulheres destacou que a anulação da resolução “cria um vácuo que dificulta o acesso das vítimas ao atendimento”. Entre 2013 e 2023, o Brasil registrou mais de 232 mil nascimentos de meninas com até 14 anos, todas consideradas vítimas de estupro de vulnerável. Em 2023, apenas 154 meninas conseguiram acessar o aborto legal, evidenciando a ineficácia da legislação atual diante do cenário de violência.

Aprovado na Câmara e próximos passos

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto com 317 votos a favor e 111 contra, com a autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ). O texto segue agora para análise do Senado, onde poderá ser confirmado ou rejeitado. Se aprovado, a Resolução 258/2024 perderá seus efeitos, enquanto movimentos de mulheres e defensores dos direitos humanos se mobilizam em defesa do acesso ao aborto legal e seguro para meninas vítimas de violência sexual.

Mobilização e críticas à decisão

Parlamentares da oposição criticaram a decisão, argumentando que ela restringe direitos garantidos pelo Código Penal desde 1940. A discussão acirrou ânimos, com acusações de retrocesso e estratégias para proteger os direitos das meninas. Os ministérios que se manifestaram lembraram que a gestação forçada é a principal causa de evasão escolar feminina e resulta na morte de uma menina por semana no Brasil.

Notícia feita com informações do portal: www.congressoemfoco.com.br


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