Candidato ataca ministro do STF e reforça pedido de impeachment após novas mensagens revelarem possível favorecimento

Romeu Zema acusa o ministro Alexandre de Moraes de agir em favor do banqueiro Daniel Vorcaro e pede prisão do magistrado após divulgação de mensagens que indicam proteção ao criminoso.
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, intensificou seu ataque ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao pedir publicamente sua prisão. A reação acontece após a divulgação de novas mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que indicam uma relação próxima e controversa entre o empresário e o magistrado.
Segundo Zema, Moraes agiu para proteger Vorcaro, inclusive editando contratos do escritório da esposa do ministro com o banco na calada da noite, no mesmo sistema utilizado para despachar processos judiciais. O candidato acusa Moraes de solicitar proteção ao procurador-geral da República e ao diretor-geral da Polícia Federal, configurando uma grave quebra de conduta ética e legal.
“Esse projetinho de ditador nunca me enganou”, afirmou Zema em suas redes sociais, retomando críticas antigas e reavivando seu pedido de impeachment contra Moraes, protocolado quando ainda governava Minas Gerais. “Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia. Chega de intocável enriquecendo às custas do povo. Prisão pra ele e que devolva todo o dinheiro”, acrescentou.
As mensagens que inflamam o cenário político foram tornadas públicas após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação que envolve o Banco Master. Entre elas, destaca-se uma troca de mensagens em que Vorcaro questiona Moraes sobre a necessidade de fugir do Brasil às vésperas da sua prisão, ocorrida em 17 de novembro de 2025.
Especialistas e investigadores avaliam que os diálogos indicam possível compartilhamento de informações sensíveis, levantando suspeitas sobre a imparcialidade do ministro no caso, que tramita no STF desde que foi transferido da relatoria de Dias Toffoli para André Mendonça.
Este episódio lança nova luz sobre as tensões entre os poderes e a crise de credibilidade que assola o Supremo Tribunal Federal. Desde já, a pressão política contra Moraes aumenta, enquanto opositores se aproveitam do desgaste para questionar a legitimidade do STF e cobrar respostas urgentes do Judiciário.









