Encontro no Quirguistão destaca apoio simbólico ao Irã diante das sanções americanas e expõe limitações da Organização de Cooperação de Xangai

A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai revela o desgaste do bloco liderado por China e Rússia ao tentar rivalizar com os EUA, com apoio simbólico ao Irã e tensões internas evidenciadas pelo avanço das sanções americanas.
Bloco anti-EUA expõe fragilidades em encontro de Xi, Putin e Irã
A cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) no Quirguistão, que reuniu pela primeira vez em anos os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e o líder iraniano, evidenciou as limitações do grupo que se pretende rivalizar com a influência dos Estados Unidos. Frente à escalada econômica agressiva do governo Trump contra o Irã, o bloco mostrou-se incapaz de articular respostas coordenadas e efetivas.
Apoio simbólico ao Irã destaca a fraqueza do bloco
Apesar das expectativas de um posicionamento firme, o apoio ao Irã será meramente simbólico. Nem Xi nem Putin demonstraram disposição para oferecer suporte militar, e o respaldo econômico segue restrito. Com o secretário do Tesouro dos EUA ameaçando novas sanções, a SCO sofre pressão para provar sua relevância global, mas esbarra em rivalidades internas e falta de mecanismos concretos de ação.
Expansão não se traduz em poder real
Fundada em 2001, a SCO ampliou seus membros para incluir Índia, Paquistão, Irã e Belarus, representando mais de 40% da população mundial. Contudo, a organização enfrenta dificuldades para avançar em projetos como banco de desenvolvimento próprio e integração econômica. A retórica grandiosa contrasta com a realidade de um grupo fragmentado e com atuação limitada, muito aquém do desafio que deseja impor ao Ocidente.
Xi busca fortalecer a cooperação enquanto Modi mantém neutralidade
Xi Jinping utiliza a cúpula para lançar uma agenda diplomática que inclui visitas ao Egito e reuniões nos Brics, além de um encontro planejado com Donald Trump. Narendra Modi, por sua vez, mantém uma postura neutra na guerra da Ucrânia e prioriza questões comerciais, mesmo enquanto a Índia se beneficia do aumento das importações de petróleo da Rússia.
Confronto com EUA revela caos na governança global
Especialistas apontam que a governança internacional vive um momento de caos, sem uma ordem clara a ser disputada. O surgimento da SCO e dos Brics indica um movimento de sobrevivência e adaptação, mas ainda sem clareza sobre o caminho a seguir. A cúpula deixa claro que o bloco anti-EUA, apesar do discurso, não tem capacidade concreta para desafiar o domínio ocidental e enfrenta um futuro incerto diante das pressões externas e internas.








