JD Vance critica tarifas canadenses e denuncia dependência militar do vizinho do norte

JD Vance, vice-presidente dos EUA, acusa Canadá de favorecer produtos chineses em detrimento dos americanos e alerta que, sem proteção dos EUA, o país está vulnerável a invasões militares.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, não poupou palavras ao acusar o Canadá de favorecer produtos chineses em detrimento dos americanos durante um evento no Maine nesta segunda-feira (24). Segundo Vance, o país vizinho trata os produtos da China “de maneira mais justa” do que os norte-americanos, configurando uma traição comercial e política.
Canadá como ‘porta dos fundos’ para a China
Vance destacou que o Canadá serve como uma “porta dos fundos” para que produtos chineses entrem nos EUA, escapando das taxações americanas. Ele criticou ainda as tarifas consideradas “ridículas” aplicadas pelos canadenses em estados americanos, como o Maine, que dificultam a entrada dos agricultores norte-americanos no mercado canadense, sem reciprocidade nas vendas.
Demandas ‘irrazonáveis’ e impasse nas negociações
O vice-presidente afirmou que o Canadá apresentou “demandas irrazonáveis” no último minuto das negociações comerciais, ameaçando o acordo que parecia consolidado. Com isso, as conversas serão retomadas, mas os EUA enviam uma mensagem clara sobre o que consideram justo.
Dependência militar e vulnerabilidade do Canadá
Além das críticas econômicas, Vance não poupou a crítica militar: acusou o Canadá de não investir adequadamente em sua própria defesa ao longo dos anos, dependendo da proteção dos Estados Unidos. Sem essa ajuda, o país estaria “muito suscetível” a invasões militares, uma advertência direta sobre a vulnerabilidade estratégica do aliado.
Contexto político
JD Vance reforça uma linha dura na política externa dos EUA, denunciando violações comerciais e expõe a fragilidade do Canadá tanto econômica quanto militarmente diante da influência chinesa e das ameaças globais. O discurso deixa claro o desgaste nas relações bilaterais e a pressão americana para que o Canadá alinhe suas políticas aos interesses dos EUA.








