Abordagem policial expõe descaminho e uso de medicamentos sem comprovação, abalando confiança pública em representantes locais

Dois vereadores de Rolândia foram flagrados transportando medicamentos para emagrecer e mercadorias do Paraguai sem documentação fiscal, durante fiscalização na PR-323 em Umuarama.
Dois vereadores de Rolândia, no Norte do Paraná, foram flagrados pela Polícia Militar na noite de sábado (22) transportando medicamentos para emagrecer e diversos produtos trazidos do Paraguai sem nota fiscal. A abordagem aconteceu durante fiscalização na rodovia PR-323, em Umuarama, envolvendo equipes do Batalhão de Polícia de Fronteira, 25º Batalhão da PM, Comando de Aviação da PM e Receita Federal.
Os parlamentares José Luiz Polvani (PL), vice-presidente da Câmara, e Vilmar Fonseca da Silva (PSD), o Vilmar Boy, estavam em veículos diferentes onde foram encontrados cinco bicicletas elétricas, patinetes, triciclos, perfumes, bebidas, artigos de pesca, medicamentos injetáveis e remédios para emagrecer, totalizando cerca de R$ 39,3 mil em mercadorias não declaradas.
A Polícia Militar registrou o caso como descaminho e crime contra a saúde pública, acionando a Polícia Federal para providências. Os envolvidos foram liberados no local após apreensão dos produtos e os veículos seguiram liberados.
Em nota, Polvani afirmou que os medicamentos para emagrecer e outros itens pertenciam ao passageiro e que seus bens eram de uso pessoal, dentro da cota permitida para compras no exterior. Vilmar Boy alegou uso exclusivo pessoal dos remédios e que os demais volumes eram do acompanhante, garantindo colaboração com a polícia.
A Câmara Municipal de Rolândia ressaltou que o episódio ocorreu fora das funções institucionais e repassou a apuração às autoridades competentes, sem prejulgamentos. O caso expõe a fragilidade ética e legal de representantes que deveriam zelar pela transparência, mas são pegos em situação que pode abalar a confiança pública e levantar questionamentos sobre o compromisso dos vereadores com a lei e a responsabilidade fiscal.
Contradições e desgaste político
O episódio traz à tona contradições nas versões apresentadas pelos parlamentares e o desgaste para a imagem do Legislativo local, em momento em que o combate a irregularidades deveria ser prioridade. A situação revela como figuras públicas ainda se expõem a riscos legais por práticas que comprometem o respeito às normas fiscais e sanitárias, especialmente em um ambiente político já marcado por desconfianças.
Pressão por esclarecimentos e consequências
A sociedade e as autoridades devem acompanhar o desenrolar das investigações e exigir transparência total dos envolvidos. A continuidade do processo pode resultar em sanções civis e criminais, além de refletir diretamente na credibilidade dos vereadores e da Câmara Municipal, que precisa resguardar sua imagem e fortalecer a confiança do eleitorado com rigor e seriedade.
Fonte: bandab.com.br








