Setembro Amarelo expõe crise grave: quarta causa de morte entre 15 a 29 anos no estado

Suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Paraná, segundo OMS e dados do SUS. Campanha Setembro Amarelo alerta para sinais de risco e oferece acolhimento psicológico gratuito por universidades estaduais.
Setembro Amarelo acende um alerta vermelho para uma realidade assustadora no Paraná: o suicídio já é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, superando doenças graves e violência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa faixa etária é particularmente vulnerável, e no Brasil, a situação não é diferente. Dados oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que em 2023 foram registradas 11.502 internações por lesões auto infligidas, um aumento preocupante de mais de 25% em relação a 2014.
Sinais de alerta ignorados
O fenômeno do suicídio é complexo, mas não invisível. Familiares e amigos devem estar atentos a mudanças repentinas de comportamento, como isolamento, alterações no sono e na alimentação, automutilação e desistência de projetos pessoais. Esses sintomas não são meras fases, mas gritos silenciosos por ajuda, que muitas vezes ficam despercebidos ou subestimados.
Ações concretas para prevenção
A campanha Setembro Amarelo não se limita a alertas: oferece caminhos de apoio. No Paraná, as clínicas-escola das universidades estaduais de Londrina, Maringá e Centro-Oeste disponibilizam atendimento psicológico gratuito, conduzido por estudantes supervisionados. São serviços que abrangem desde terapia individual até grupos de acolhimento, fortalecendo a rede de suporte para quem enfrenta crises emocionais.
Trânsito e juventude: uma outra guerra silenciosa
Paralelamente, a Semana Nacional do Trânsito reforça uma outra ameaça letal aos jovens paranaenses: os acidentes de trânsito. O Paraná ocupa o terceiro lugar no país em mortes nesse setor, com mais de 27 mil vítimas entre 2016 e 2026. Curitiba, por sua vez, registra um aumento alarmante de ocorrências, com custos hospitalares que ultrapassam R$ 37 milhões em 2025. O impacto social e econômico ultrapassa em muito os números oficiais, refletindo um problema que exige atenção urgente e responsabilidade coletiva.
Entre números e vidas
A convergência desses dados mostra um cenário que não pode ser ignorado. Jovens do Paraná enfrentam riscos que vão além das estatísticas: são vidas interrompidas, famílias dilaceradas e comunidades afetadas. Setembrо Amarelo e a Semana do Trânsito são lembretes claros de que prevenção, atenção e ação são indispensáveis para reverter essas tragédias evitáveis.
Fonte: bemparana.com.br








