Fiscalização rigorosa aponta desmatamento ilegal e pune responsáveis no estado

Em dez dias de operação, Paraná fiscalizou 2 mil hectares e aplicou 445 multas que somam R$ 14,2 milhões por desmatamento ilegal.
Paraná endurece combate ao desmatamento com operação integrada
A Operação Mata Atlântica em Pé 2026 encerrou-se no Paraná com números que expõem a intensidade do desrespeito ambiental no estado. Em apenas dez dias, as fiscalizações alcançaram 2 mil hectares de áreas sob suspeita de desmatamento ilegal, resultando na emissão de 445 autos de infração que somam R$ 14,2 milhões em multas.
Coordenação do Ministério Público articula ação eficaz
A operação, que ocorre simultaneamente em 17 estados do bioma Mata Atlântica, é coordenada no Paraná pelo Ministério Público estadual, em parceria com Instituto Água e Terra (IAT), Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde e Ibama. Esta sinergia reforça a capacidade de fiscalização e punição, mantendo pressão sobre quem insiste em degradar um dos biomas mais ameaçados do país.
Fiscalização combina tecnologia e ação presencial
A identificação dos ilícitos ambientais se deu por meio de sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta, que sinalizam desmatamento, seguida de operações de campo para confirmar e autuar os responsáveis. Essa estratégia dupla torna mais difícil a ação ilegal passar despercebida.
Impacto político e ambiental
O volume das multas destaca uma realidade preocupante, mas também uma resposta firme do estado. A operação demonstra a disposição do Ministério Público e órgãos ambientais paranaenses em combater o avanço da devastação, apesar dos desafios e interesses contrários. O desmatamento na Mata Atlântica é um problema político e ambiental que exige essa postura dura para garantir a preservação do bioma e o cumprimento das leis ambientais.
Expectativa por atualização dos dados
Os números ainda podem sofrer ajustes nos próximos dias, à medida que a contabilização dos dados se completa. Contudo, o cenário apresentado revela um Paraná vigilante e disposto a responsabilizar os infratores ambientais, um sinal claro para os atores envolvidos na destruição ilegal da floresta.
Fonte: bemparana.com.br








