Fenômenos climáticos causaram ventos de até 124 km/h e estragos em Apucarana e Francisco Beltrão

Simepar analisa fenômenos climáticos que provocaram ventos de até 124,9 km/h no Paraná e confirma downbursts, descartando tornados nas cidades de Apucarana e Francisco Beltrão.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) concluiu que os fortes ventos e estragos registrados em Apucarana e Francisco Beltrão no dia 21 de setembro não foram causados por tornados. A análise técnica identificou que, em Apucarana, o fenômeno foi compatível com um downburst, e em Francisco Beltrão, com um microburst, modalidades de correntes descendentes de ar que geram rajadas intensas.
Downbursts e microbursts explicam os danos
Em Apucarana, a estação meteorológica do Simepar registrou rajadas de até 124,9 km/h, além de 26 mm de chuva em apenas uma hora. Os danos observados apresentaram uma distribuição predominante em uma única direção, característica típica do downburst, em que uma corrente de ar desce fortemente da nuvem em direção ao solo e se espalha horizontalmente. Já em Francisco Beltrão, a ocorrência foi classificada como microburst, versão concentrada do downburst, que atinge uma área menor, mas com ventos igualmente intensos.
Diferenças entre tornado e downburst
O Simepar destaca que tornados, downbursts e microbursts podem provocar ventos intensos e danos semelhantes, porém diferem na formação e no movimento do ar. Tornados apresentam movimentação giratória ascendente do ar e formam estruturas em funil, com danos que indicam rotação, como objetos torcidos e dispersos em várias direções. Em contraste, downbursts consistem em correntes descendentes que se espalham horizontalmente, causando danos alinhados em uma direção predominante.
Condições climáticas no Paraná
A passagem de uma frente fria associada a um ambiente quente e úmido contribuiu para a formação das tempestades que atingiram o Paraná. Além dos ventos fortes em Apucarana e Francisco Beltrão, rajadas superiores a 70 km/h foram registradas em outras cidades, como Telêmaco Borba (95,4 km/h), Curitiba (86,8 km/h), Maringá (86,8 km/h), General Carneiro (83,9 km/h), Palmas (83,9 km/h) e Foz do Iguaçu (83,2 km/h).
O levantamento do Simepar reforça a importância do monitoramento meteorológico rigoroso para a correta identificação e entendimento dos fenômenos climáticos que impactam o Paraná, auxiliando na prevenção e resposta a eventos extremos.
Fonte: bemparana.com.br









