Nutricionista Sarina Antoniassi alerta para sinais e tratamento multidisciplinar de seletividade alimentar em crianças e adultos

Nutricionista materno-infantil Sarina Giongo Antoniassi orienta quando a seletividade alimentar é sinal de alerta e destaca tratamento com equipe multidisciplinar para crianças e adultos no Paraná.
A seletividade alimentar, muitas vezes considerada uma simples ‘frescura’ na infância, pode demandar atenção especializada quando ultrapassa o normal do desenvolvimento alimentar. A nutricionista materno-infantil Sarina Giongo Antoniassi, mestre em Alimentação e Nutrição, alerta para a importância de identificar sinais de alerta, especialmente no avanço da introdução alimentar até os nove meses de idade, quando a falta de progressão já indica necessidade de acompanhamento profissional.
Sinais de alerta e causas
Sarina explica que a seletividade alimentar restringe o repertório de alimentos, causando dificuldades no ambiente doméstico, escolar e social. Além do gosto, fatores como cheiro, cor e textura podem dificultar a aceitação. Em alguns casos, a criança pode ter limitações motoras que dificultam o manejo do alimento na boca, sinalizando necessidade de avaliação por fonoaudiólogo. As causas podem ser orgânicas, como alergias e problemas gastrointestinais, ou comportamentais, relacionadas à falta de estímulo e variedade na alimentação.
Divisão de responsabilidades à mesa
O equilíbrio na alimentação depende da definição clara das responsabilidades: os adultos determinam o que, quando e como a comida será oferecida, incluindo o ambiente da refeição, enquanto a criança decide se vai comer e quanto. A especialista enfatiza que forçar ou brigar na hora da comida tende a afastar ainda mais a criança.
Tratamento multidisciplinar e público-alvo
O tratamento envolve diversos profissionais: nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e pediatras, que trabalham em conjunto para abordar aspectos físicos, emocionais e comportamentais da seletividade. A nutricionista destaca que o problema também pode afetar adultos, que por vezes convivem com déficits nutricionais sem buscar ajuda, mesmo em casos de sobrepeso.
Contexto e importância no Paraná
Com experiência em escolas de diferentes estados, Sarina ressalta a importância das fases de introdução alimentar e dos primeiros anos para a formação de hábitos saudáveis. O tema ganha relevância para o Paraná, onde ações de saúde pública podem orientar famílias e profissionais a reconhecer e tratar a seletividade alimentar de forma eficaz, promovendo saúde e qualidade de vida desde a infância até a fase adulta.
A entrevista completa está disponível no site da Assembleia Legislativa do Paraná, complementando o debate sobre saúde e alimentação no estado.
Fonte: assembleia.pr.leg.br









