Rio de Janeiro concentra investigações da Polícia Federal sobre desvios bilionários


Operação Sem Refino destaca atuação do grupo Refit e ligações com corrupção e crime organizado no estado

Rio de Janeiro concentra investigações da Polícia Federal sobre desvios bilionários
Agentes da Polícia Federal em operação no Rio de Janeiro Foto: Divulgação/Polícia Federal

O Rio de Janeiro é o foco das investigações da Polícia Federal contra o grupo Refit, envolvendo desvios bilionários e conexões criminosas.

Rio de Janeiro se torna foco principal das investigações da Polícia Federal

As investigações da Polícia Federal no Rio adquiriram novo patamar com a Operação Sem Refino, deflagrada em 2026, que mira o conglomerado Refit, liderado por Ricardo Magro. Esta ofensiva revelou conexões entre o setor de combustíveis e esquemas de lavagem de dinheiro, evasão fiscal e suspeitas de envolvimento com organizações criminosas. Entre os alvos está o ex-governador Cláudio Castro, evidenciando o alcance político da operação.

Histórico das operações e papel da Refinaria de Manguinhos

Fundada em 1954, a Refinaria de Manguinhos sempre foi símbolo da indústria local, mas passou a ser investigada por fraude tributária e lavagem. Em 2025, a Operação Carbono Oculto, conduzida pela PF e Receita Federal, já havia apontado irregularidades como importação irregular e adulteração tributária, resultando na interdição parcial da planta. A ANP interditou totalmente a refinaria em janeiro de 2026, baseando-se em análises profundas das operações.

Estrutura financeira bilionária e impacto econômico

A ofensiva revelou uma rede empresarial sofisticada, com distribuidoras, offshores e fundos internacionais, movimentando mais de R$ 70 bilhões em um ano. A Operação Poço de Lobato, em 2025, mobilizou mais de 600 agentes em diversos estados e apontou prejuízos tributários superiores a R$ 26 bilhões. Essa estrutura complexa dificultava o rastreamento dos recursos e envolvia práticas de sonegação e ocultação patrimonial.

Conexões com crime organizado e implicações para o Rio de Janeiro

A Operação Sem Refino aprofundou a investigação sobre a ligação entre o grupo Refit e organizações criminosas que atuam no estado. Essa conexão evidencia um crime do “andar de cima”, envolvendo esquemas empresariais sofisticados e impactos bilionários na arrecadação pública. As ilegalidades envolveriam desde postos de combustível até movimentações internacionais, afetando a segurança e a economia regional.

Medidas judiciais e bloqueios financeiros

A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos ligados ao grupo e a suspensão das atividades das empresas envolvidas. A prisão preventiva de Ricardo Magro e a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol representam medidas duras no combate às fraudes. Essas ações reforçam o papel das instituições na proteção do patrimônio público e no enfrentamento à corrupção.

Panorama e desdobramentos futuros das investigações no Rio

O caso Refit serve como exemplo da complexidade dos crimes econômicos atuais, com múltiplas frentes de atuação e atores políticos envolvidos. A continuidade das investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro deve desvelar outras conexões e aprofundar o combate aos desvios bilionários, impactando diretamente o cenário político e econômico do estado.


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