Propostas de taxação de apostas avançam no Congresso Nacional


Medidas visam aumentar arrecadação, mas enfrentam resistência de lobbies

Propostas de taxação de apostas avançam no Congresso Nacional
Propostas de taxação de apostas estão em discussão no Congresso. Foto: Kayo Magalhães/Divulgação Câmara dos Deputados — Foto: Kayo Magalhães/Divulgaçao Câmara dos Deputados

Propostas no Congresso buscam aumentar a taxação de bets para destinar recursos a áreas como saúde e segurança.

Propostas de taxação de bets ganham destaque no Congresso

Propostas de taxação de bets estão se proliferando no Congresso Nacional, envolvendo deputados de diferentes partidos com a intenção de aumentar a arrecadação. Essas iniciativas buscam direcionar recursos para áreas essenciais como saúde, segurança e esporte, em um momento em que o governo Lula (PT) tenta ampliar a receita pública. Em 2024 e 2025, foram apresentados quase 200 projetos de lei relacionados a apostas, segundo informações da Câmara.

Pressão do setor impede avanço das propostas

Apesar da convergência ideológica entre alguns partidos, a pressão do setor de apostas tem sido um desafio para o avanço das propostas. A tentativa de aumentar a tributação sobre as bets, que estava prevista em uma medida provisória, foi retirada pelo relator Carlos Zarattini (PT-SP) para facilitar um acordo que permita a aprovação de outras iniciativas. No entanto, a medida provisória foi derrubada pela Câmara no início de outubro, refletindo a resistência a essas mudanças.

Taxação BBB: uma bandeira do governo

A taxação conhecida como BBB (bancos, bets e bilionários) se tornou uma prioridade para o governo Lula, que busca aumentar a arrecadação especialmente com o cenário das eleições de 2026 se aproximando. O Ministério da Fazenda revelou que a Receita Federal arrecadou R$ 6,85 bilhões com as apostas entre janeiro e setembro deste ano, além de R$ 2,4 bilhões pagos pela autorização para exploração do serviço.

Aumento da taxação e seus impactos

O governo tinha como objetivo aumentar a tributação sobre a receita bruta das bets de 12% para 18%, o que poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 1,7 bilhão por ano em 2026 e 2027. Contudo, essa proposta foi retirada por falta de apoio. Durante a votação, a decisão do relator foi criticada por parlamentares da oposição, que alegaram que a retirada da taxação favoreceu as empresas de apostas.

Lobby e resistência à taxação

Parlamentares de vários partidos, incluindo PSOL e PC do B, defenderam a taxação, enquanto outros, como o PL, argumentam contra a legalização das apostas, buscando proibi-las. O debate sobre a taxação das bets revela um campo de tensões entre interesses econômicos e políticas públicas. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, enfatizou que a dependência de apostas causa danos sociais e econômicos, reforçando a necessidade de reverter a legalização.

Novas propostas surgem

Após a derrubada da medida provisória, novas propostas de taxação começaram a ganhar destaque. O líder do PT, Lindbergh Farias, já protocolou um projeto que sugere aumentar a taxa de 12% para 24%. Além disso, um projeto relatado pelo Capitão Augusto (PL-SP) propõe direcionar a arrecadação das bets para o fortalecimento da segurança pública, especialmente em face da recente crise de segurança no Rio de Janeiro.

Conclusão: um futuro incerto para a taxação das bets

As propostas de taxação de bets continuam a ser um tema polarizador no Congresso. Enquanto a pressão por aumentar a arrecadação é intensa, o lobby do setor continua a se opor a tais medidas, complicando o cenário para uma solução viável. O governo parece determinado a avançar nesse sentido, mas a resistência encontrada poderá moldar o futuro da legislação sobre apostas no Brasil.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Kayo Magalhães/Divulgaçao Câmara dos Deputados


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