Governo estadual intensifica monitoramento e ações preventivas para mitigar impactos do fenômeno no segundo semestre de 2026

Com a previsão de El Niño para o segundo semestre de 2026, o Paraná intensifica monitoramento e ações preventivas para proteger municípios.
Previsão de El Niño e os impactos climáticos no Paraná em 2026
A previsão de El Niño para o segundo semestre de 2026 tem impulsionado o reforço das medidas de apoio aos municípios do Paraná. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) monitora semanalmente a evolução do fenômeno, que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera as condições atmosféricas globais. O meteorologista Reinaldo Kneib destaca que o El Niño provoca aumento da umidade e calor na região sul do país, resultando em chuvas intensas e irregulares, especialmente na metade sul do Paraná.
Ações da Defesa Civil para prevenção e mitigação de riscos nas cidades
Com base nos dados do Simepar, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou a orientação e capacitação dos municípios por meio dos Núcleos de Atuação Regional (NAR). As principais ações incluem a revisão dos planos de contingência, atualização do mapeamento de áreas vulneráveis a inundações e deslizamentos, além da gestão preventiva de galerias pluviais. Simulados de desastres estão sendo realizados em cidades como Morretes e Antonina para preparar gestores e comunidades para situações de emergência.
Investimentos em tecnologia meteorológica para aprimorar o monitoramento climático
O Paraná está investindo em equipamentos modernos, como radares meteorológicos Doppler de três bandas (S, C e X) que ampliam a capacidade de monitoramento e previsão do tempo. Os radares serão instalados em pontos estratégicos, como Campo Magro, Jandaia do Sul e Pontal do Paraná, permitindo identificação detalhada de fenômenos meteorológicos, desde eventos regionais até condições locais no litoral. O programa Monitora Paraná, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), também prevê a aquisição de boias oceanográficas para observação das condições marítimas.
A importância do Fundo Estadual para Calamidade Pública no financiamento de obras preventivas
Nos últimos sete meses, o Fundo Estadual para Calamidade Pública (Fecap) destinou R$ 16,2 milhões para obras que visam prevenir desastres naturais. Entre as ações financiadas estão drenagens em Londrina e Guaratuba, além da construção de pontes rurais em Espigão Alto do Iguaçu. A coordenação da Defesa Civil ressalta que projetos enviados pelas prefeituras são avaliados com base em dados oficiais para garantir investimentos eficazes na mitigação dos riscos climáticos.
Capacitação de voluntários e sistema de alertas para aumento da resiliência comunitária
Mais de três mil voluntários estão em processo de formação na maior capacitação da história promovida pela Defesa Civil do Paraná, visando a atuação em situações extremas. Para a população, o recebimento de alertas é facilitado por meio de cadastro gratuito via SMS e WhatsApp, garantindo informação rápida em caso de chuvas intensas ou outros eventos adversos. A integração entre monitoramento do Simepar e Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres assegura uma resposta ágil e coordenada.
Parceria internacional e pesquisa para aprimorar previsões climáticas
Em julho, a diretoria do Simepar realizará missão técnica junto à NOAA, agência americana de monitoramento climático, fortalecendo intercâmbio de conhecimento. Essa cooperação já resultou em seminários voltados para prevenção de tornados e indica que o Paraná está alinhado com as melhores práticas internacionais para antecipar e enfrentar fenômenos climáticos extremos. A modelagem numérica de previsão do Simepar também ganhou destaque em publicações científicas internacionais, refletindo avanços tecnológicos locais.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










