Fernando Haddad destaca que presidente sempre foi contra o imposto e que medida provisória zera cobrança sobre importações até US$ 50

Presidente Lula volta à sua posição original contra a taxa das blusinhas, após Medida Provisória que zera imposto para importações até US$ 50.
Lula reafirma oposição à taxa das blusinhas após desgaste e aprovação de MP
No contexto político de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a assumir publicamente sua posição contrária à “taxa das blusinhas”, imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50. A decisão foi confirmada por Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, na quarta-feira, 13, em evento na Casa de Portugal, na capital paulista. A medida provisória assinada por Lula no dia 12 zera essa cobrança, que vinha provocando divisão interna no governo federal.
Fernando Haddad detalha trajetória da aprovação e oposição interna à taxa
Segundo Haddad, apesar da votação unânime do Congresso Nacional aprovando o imposto, o presidente Lula sempre foi contrário à taxa desde o início. “Todo o Congresso Nacional votou a favor e a condição do presidente Lula sancionar era que fosse unânime, e foi unânime a votação no Congresso. Só que, depois que foi aprovado, nenhuma desses atores defendeu a proposta”, afirmou Haddad, destacando o isolamento do presidente na defesa da taxa. Ele avaliou que o governo passou dois anos defendendo uma posição sem apoio de setores favoráveis que permaneceram omissos.
Impactos políticos e econômicos da eliminação da taxa das blusinhas
A retirada da cobrança deve abrir o debate político e econômico sobre a tributação de importações de baixo valor. Haddad considera que a decisão de Lula, apesar de conceder à unanimidade do Legislativo e dos governadores, foi responsável e voltada ao interesse público. A medida pode suavizar desgastes na aprovação do governo federal, que registrou variações positivas recentes, e influenciar o cenário eleitoral em estados onde o imposto afetava setores produtivos, como pequenas confecções.
Conflitos e omissões entre atores políticos e setores econômicos na aprovação do imposto
A aprovação do imposto sobre importações de até US$ 50 contou com apoio unânime do Congresso e governadores, mas, segundo Haddad, houve omissão de setores influentes da indústria e do comércio na defesa da medida. Essa falta de protagonismo contribuiu para o isolamento de Lula, que manteve sua oposição desde o início. A Medida Provisória que elimina a taxa reflete o recuo do Executivo diante das pressões e da avaliação dos impactos para o comércio e consumidores.
Perspectivas para o debate futuro sobre tributação e comércio internacional
Com o fim da taxa das blusinhas, abre-se espaço para discutir políticas tributárias que equilibrem proteção à indústria nacional e facilitação do comércio internacional. A posição de Lula, reafirmada por Haddad, pode influenciar futuras decisões sobre a regulamentação de importações de pequeno valor e a articulação política entre União, estados e setor privado para harmonizar interesses econômicos e sociais.









