Candidatos ao governo do Rio se confrontam sobre alianças políticas e promessas não cumpridas

Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) protagonizaram embates diretos no debate da TV Globo, trocando acusações sobre relações políticas com Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar e discutindo promessas não cumpridas para o estado do Rio de Janeiro.
No debate na TV Globo nesta terça-feira (29), os candidatos ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) protagonizaram embates diretos, destacando-se entre os cinco concorrentes que também incluíam André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL). A discussão começou com Ruas questionando Paes sobre o transporte público e as promessas da Linha 3 do metrô até São Gonçalo, ressaltando que diversos candidatos, incluindo Paes, já haviam prometido a obra nos últimos 20 anos sem concretização. Ruas também mencionou o senador Flávio Bolsonaro como responsável pela alocação inicial de recursos para a obra.
Paes rebateu relacionando Ruas a Cláudio Castro, do qual foi secretário, e a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), afirmando que Ruas substituiu Bacellar na presidência da Alerj e na candidatura ao governo. Ruas respondeu dizendo que mantinha uma relação profissional com Castro, diferente da relação pessoal atribuída a Paes. Paes criticou a gestão de Ruas como secretário, alegando que não houve avanços em mobilidade, especialmente para a Baixada, apesar dos recursos disponíveis. Ruas acusou Paes de prometer obras e depois mudar prioridades, classificando-o como representante da velha política.
No segundo bloco, os candidatos trocaram acusações envolvendo acusações de violência doméstica relacionadas a aliados políticos, com Ruas citando um processo contra o candidato ao Senado pelo PSD, Pedro Paulo, e Paes respondendo com menção a um processo envolvendo o irmão de Ruas, ambos arquivados.
Ruas buscou se posicionar como aliado de Flávio Bolsonaro, enquanto criticava Paes por ser candidato apoiado por Lula, o que Paes relativizou, defendendo a necessidade de focar nas questões do estado do Rio de Janeiro.
Anthony Garotinho também participou de confrontos, mencionando uma lista encontrada pela Polícia Federal na residência de Rodrigo Bacellar com nomes de vários partidos e prometendo criar uma nova versão do Bope, com foco em ocupação territorial sem confronto. Em debates com William Siri, Garotinho acusou o Palácio Guanabara e a subsecretaria da Alerj de serem o “gabinete do crime organizado”.
O debate evidenciou as tensões entre os principais candidatos e o impacto das alianças políticas e promessas para o cenário eleitoral no Rio de Janeiro.
Fonte: gazetadopovo.com.br









