Acidente expõe falhas graves na fiscalização do transporte interestadual ilegal

Ônibus ilegal tombou na BR-040, deixando 10 mulheres mortas, incluindo uma criança, e 37 feridos. ANTT classifica a viagem como transporte clandestino e reforça falhas graves de fiscalização.
Um grave acidente na madrugada deste domingo (16) revelou mais um capítulo da falência da fiscalização do transporte interestadual no país. Um ônibus de turismo tombou no km 91 da BR-040, em Petrópolis (RJ), deixando dez mortos — todas mulheres, incluindo uma criança — e 37 feridos. O veículo, que saiu de Belo Horizonte com destino a Copacabana, estava operando de forma clandestina, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Ônibus ilegal e massacre na rodovia
O veículo pertencia à empresa Estrela Guia Turismo, que na verdade não possui autorização para transporte interestadual. A ANTT identificou que o ônibus, de placa AKY-3454, está registrado em nome de outra empresa sem habilitação, e apresentava adesivo de uma terceira companhia também inapta para operar. A operação clandestina coloca em risco a vida de dezenas de passageiros, como evidenciado pelo trágico episódio.
Falha crônica na fiscalização
A ANTT classificou o caso como transporte clandestino, expondo a fragilidade das instituições em controlar o setor. Enquanto isso, as autoridades ainda investigam as causas do tombamento, mas a ausência de licença já escancara o descaso com a segurança dos usuários.
Consequências e investigação
Equipes de resgate atuaram rapidamente, mas o saldo é devastador: dez mortes, sendo que todos os mortos são mulheres, e uma criança entre elas. O acidente será investigado pelo 105º Distrito Policial de Petrópolis, enquanto os corpos passam por perícia. A Estrela Guia Turismo tenta minimizar o impacto, pedindo cautela e respeito, mas não esclarece a ilegalidade comprovada.
Este episódio trágico da BR-040 é um alerta para o colapso na segurança do transporte de passageiros no Brasil, reforçando a urgência de uma fiscalização eficaz que garanta a vida dos cidadãos e responsabilize as empresas clandestinas que operam à margem da lei.
Fonte: bandab.com.br









