Candidaturas menores perdem espaço e polarização aumenta chance de decisão já em 4 de outubro

Crescimento da polarização e migração de votos dos candidatos menores para Lula e Flávio Bolsonaro podem decidir a eleição presidencial já no primeiro turno, avalia cientista político Leopoldo Vieira.
A possibilidade de a eleição presidencial de 2026 ser decidida já no primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro, depende da dinâmica dos votos fora dos dois principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o cientista político Leopoldo Vieira, CEO da IdealPolitik, a combinação entre polarização crescente, voto útil e redução das candidaturas alternativas — os chamados ‘nanicos’ — amplia essa chance.
Queda dos votos dos nanicos reforça polarização
Vieira destacou no programa Mapa de Risco, do InfoMoney, que a soma dos votos dos candidatos menores caiu de cerca de 17% para entre 13% e 14% na última semana, com projeções indicando que esse percentual pode chegar a 8% até o dia da votação. Ao mesmo tempo, os indecisos vêm definindo seu voto, com migração de parte dos eleitores desses nanicos para Lula e Flávio Bolsonaro.
Migração de votos entre candidatos
O cientista político detalhou que o eleitorado das candidaturas menores de direita tende a migrar predominantemente para Flávio Bolsonaro (cerca de 65%), mas uma parcela significativa (aproximadamente 35%) também vai para Lula. Essa transferência parcial reforça a polarização e dificulta a simples soma dos votos da direita alternativa para o candidato do PL.
Desempenho decisivo no Nordeste
Outro ponto ressaltado por Vieira é o impacto do desempenho de Lula no Nordeste. Caso o petista conquiste um crescimento de quatro a cinco pontos percentuais na região, isso poderá aproximá-lo ainda mais da vitória no primeiro turno.
Cenário das pesquisas
A pesquisa Quaest divulgada recentemente indica Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 34%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Vieira reforça que a análise detalhada dos votos dos nanicos, além dos percentuais de brancos e nulos, são indicadores essenciais para acompanhar até o domingo da eleição.
Conclusão
A eleição presidencial de 2026 apresenta um cenário em que a definição no primeiro turno é viável, graças à crescente polarização, à redução do espaço dos candidatos menores e à consolidação das escolhas dos eleitores indecisos. O desempenho regional e a migração dos votos dos nanicos serão decisivos para o resultado final.










