Eleitores de baixa renda e menor escolaridade, base do PT, têm maior ausência nas urnas

A abstenção é um desafio para Lula nas eleições 2026, pois seus principais votantes são de baixa renda e escolaridade, grupos que têm menor comparecimento às urnas.
Abstenção e perfil eleitoral em 2026
A abstenção nas eleições brasileiras não favorece automaticamente nenhum lado, mas sua influência depende do perfil dos eleitores que deixam de votar. No cenário de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta maior apoio entre eleitores com ensino fundamental e baixa renda, grupos historicamente com menor participação eleitoral.
Dados de pesquisas recentes
O Datafolha divulgado em 24 de junho mostra Lula com 49% das intenções de voto entre eleitores com ensino fundamental, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL), que lidera entre os mais escolarizados. Pesquisa de 14 de setembro do mesmo instituto indica Lula com 47% entre famílias com até dois salários mínimos, enquanto Flávio tem vantagem nas faixas superiores.
Impacto da abstenção para Lula
Estudos da Justiça Eleitoral confirmam que a ausência às urnas é maior entre pessoas com menor escolaridade e renda. Como a base de Lula está concentrada nesses segmentos, a abstenção pode reduzir proporcionalmente seus votos mais do que os do adversário. Campanhas petistas tradicionalmente focam na mobilização desses eleitores para evitar perdas significativas.
Contexto da disputa presidencial
Com margem estreita nas pesquisas nacionais, a mobilização do eleitorado de baixa renda e escolaridade é decisiva para Lula. Seu adversário, Flávio Bolsonaro, tem desempenho superior entre eleitores mais ricos e escolarizados, que apresentam maior comparecimento às urnas. A participação efetiva nas eleições será fator-chave para os resultados finais em 2026.









