Itamar Ben-Gvir defende matar até 40 pessoas por noite e rejeita limite a ataques

O ministro israelense Itamar Ben-Gvir defendeu assassinatos em massa na Faixa de Gaza, propondo matar até 40 pessoas por noite e desumanizando palestinos.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, conhecido por sua postura ultradireitista, voltou a provocar o cenário já inflamado do conflito israelense-palestino ao defender publicamente a execução de até 40 palestinos por noite na Faixa de Gaza. Em entrevista ao podcast do ex-refém israelense Rom Braslavski, Ben-Gvir rejeitou a desaceleração dos ataques contra Gaza, posição do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e clamou por assassinatos direcionados que ultrapassem a simples neutralização de ameaças imediatas.
Mais chocante que o número proposto, foi o discurso desumanizador do ministro ao afirmar que existem pessoas em Gaza que “não deveriam viver” e que “não são pessoas” — uma retórica que escancara um desprezo explícito pelos direitos humanos e pela dignidade dos palestinos. Apesar de não ter comando direto sobre as Forças Armadas israelenses, Ben-Gvir exerce influência política significativa dentro da coalizão governista, representando a ala mais radical e pressionando por uma linha dura.
Além das propostas de assassinatos em massa, o ministro defendeu a migração forçada de palestinos e a retomada dos assentamentos israelenses na região, declarando que toda a Faixa de Gaza pertence a Israel. Essas declarações reforçam suas posições anteriores e indicam uma escalada no endurecimento da política israelense que pode agravar ainda mais a crise humanitária local.
Retórica que alimenta o conflito
Ben-Gvir é membro do partido Otzma Yehudit, ligado à extrema direita israelense, cuja agenda tem sido um dos principais motores da radicalização do governo Netanyahu. Suas declarações provocam reações internacionais e internas, gerando um ambiente de tensão que pode dificultar qualquer iniciativa de paz ou cessar-fogo.
Consequências políticas e humanitárias
A postura do ministro potencializa o desgaste institucional de Israel no cenário global e aprofunda o sofrimento dos civis na Faixa de Gaza, ampliando o ciclo de violência e retaliação. A defesa pública de assassinatos em massa e o desprezo pela vida palestina alimentam críticas severas de organizações de direitos humanos e colocam em xeque o compromisso israelense com normas internacionais.








