Muse, novo assistente da Meta, opera contas bancárias, agenda compromissos e faz ligações, mas enfrenta desafios de privacidade e acesso

Meta lançou o Muse, um agente de inteligência artificial capaz de acessar contas bancárias, fazer ligações e gerenciar compromissos para o usuário, testado por duas semanas por um repórter que destacou avanços e limitações.
A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, lançou o Muse, um agente de inteligência artificial direcionado ao consumidor que promete facilitar a rotina ao executar tarefas digitais complexas em nome do usuário. O aplicativo foi testado por duas semanas por um jornalista que concedeu amplo acesso a seus dados pessoais, incluindo contas bancárias e e-mails.
O Muse pode navegar na internet, preencher formulários, fazer ligações telefônicas e interagir diretamente com serviços variados, como seguros odontológicos e plataformas de compras, cumprindo comandos com autonomia e rapidez. Um dos destaques foi a identificação e cancelamento de assinaturas duplicadas, além da solicitação automatizada de reembolsos, demonstrando potencial para economia e organização financeira pessoal.
No entanto, o uso também revelou limitações: o Muse encontrou dificuldades para realizar login em certos sites, como o programa de recompensas da AMC e a compra de ingressos para eventos esportivos, indicando que a tecnologia ainda não é plenamente eficaz em todos os cenários. Além disso, questões relacionadas à privacidade dos dados pessoais permanecem como um desafio para a ampla aceitação do produto, especialmente considerando o histórico da Meta em relação ao tema.
O aplicativo oferece funcionalidades gratuitas com limites de uso, e planos pagos variando entre US$ 20 e US$ 100 mensais para recursos adicionais. O agente, apelidado pelo usuário de Wren, apresenta-se com um avatar amigável e mantém diálogo natural, embora algumas ferramentas como podcasts diários produzidos pelo Muse tenham sido avaliadas como menos envolventes.
Especialistas do setor de marketing digital veem a chegada do Muse como o início de uma nova fase para assistentes digitais, comparando-a a lançamentos anteriores como o da Siri, da Apple, destacando que o mercado ainda está se adaptando às possibilidades oferecidas pelos agentes de IA. O futuro desses sistemas dependerá da confiança do público e da capacidade de equilibrar eficiência com segurança dos dados.
Em resumo, o Muse da Meta representa um avanço significativo na automação pessoal, com potencial para transformar tarefas rotineiras, mas ainda enfrenta obstáculos técnicos e preocupações de privacidade que podem retardar sua adoção massiva.









