Rafael Fonteles, Dario Durigan, Bruno Moretti e Geraldo Alckmin lideram especulações para sucessão na pasta

O mercado financeiro especula os possíveis nomes para o comando do Ministério da Fazenda no novo governo Lula, com destaque para Rafael Fonteles, Dario Durigan, Bruno Moretti e Geraldo Alckmin.
O mercado financeiro já analisa os nomes cotados para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula 4, pasta estratégica para o ajuste fiscal e credibilidade econômica. O atual ministro Dario Durigan, que está à frente da Fazenda desde o início do ano, é um dos candidatos à permanência. Outros nomes levantados incluem o governador do Piauí, Rafael Fonteles; o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti; e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Rafael Fonteles e o protagonismo no Piauí
Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí com 70,90% dos votos em primeiro turno, ganhou evidência na campanha presidencial ao aproximar-se do presidente Lula. Formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí, Fonteles já atuou como secretário de Fazenda do estado e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz). Apesar da preparação técnica e da confiança do presidente, Fonteles afirmou não ter tratado do cargo com Lula, e interlocutores avaliam que sair do governo estadual neste momento pode ser um risco político.
Dario Durigan e a experiência na Fazenda
Dario Durigan, atual ministro da Fazenda, tem trajetória consolidada em cargos públicos, incluindo passagem pela Advocacia-Geral da União e atuação no setor privado, como diretor de políticas públicas do WhatsApp. Foi secretário-executivo da Fazenda durante o terceiro mandato de Lula e liderou iniciativas importantes, como a medida provisória que proibiu casas de apostas online no Brasil. Durigan reconhece Fonteles como excelente candidato e ainda não discutiu com Lula seu futuro na pasta.
Bruno Moretti: perfil técnico e articulação política
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, economista formado pela Universidade Federal Fluminense, é conhecido pelo trânsito qualificado no Congresso Nacional e mercado financeiro. Servidor de carreira, atuou também na Casa Civil e no conselho da Petrobras. Entre suas contribuições está a articulação para a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das despesas, reduzindo o impacto orçamentário em cerca de R$ 10 bilhões.
Geraldo Alckmin e o perfil técnico
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que presidiu o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio durante o terceiro governo Lula, é visto como nome técnico e estratégico para a Fazenda. A dedicação exigida pelo cargo, entretanto, pode limitar sua disponibilidade para interlocução com o mercado e Congresso. Sua atuação recente nas negociações tarifárias com os Estados Unidos reforça sua relevância na área econômica.
Desafios para o novo titular
O futuro ministro da Fazenda terá que equilibrar as contas públicas, enfrentar o desafio das medidas fiscais anunciadas na campanha presidencial e restaurar a confiança do mercado. Com a gestão atual marcada pelo ajuste pós-gestão anterior, o novo comandante da pasta assume em momento de atenção redobrada para a condução da política econômica no Brasil.
Fonte: metropoles.com









