Denúncias de assédio eleitoral e crimes relacionados às eleições motivam ação federal

O governo federal anunciou uma força-tarefa para enfrentar denúncias de assédio eleitoral e violência após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, envolvendo diversos órgãos federais.
Força-tarefa para assédio eleitoral
O governo federal respondeu a relatos de assédio político e ameaças de demissão após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 com a criação de uma força-tarefa integrada. O grupo reúne o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Advocacia-Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministério Público Eleitoral (MPE) e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Denúncias e medidas contra assédio
Em outubro, o MPT contabilizou aproximadamente 2,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. O MTE criou um canal específico para recebimento dessas denúncias e iniciou uma campanha para incentivar a população a relatar casos de coação ou discriminação política. Além disso, o órgão passou a orientar usuários via notificações no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. A Justiça do Trabalho determinou que a empresa Meta retirasse do ar publicações que estimulassem a demissão de trabalhadores por suas escolhas eleitorais.
Violência relacionada às eleições
Entre 24 e 28 de outubro, foram registrados 45 crimes vinculados ao processo eleitoral, com 47 vítimas, incluindo 10 mortes. As ocorrências envolveram ameaças, intimidações e agressões. O MJSP acionou corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal para investigar eventuais envolvimentos de agentes de segurança.
Situação dos povos indígenas
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) relatou mais de 30 casos de violência eleitoral contra comunidades indígenas, destacando agravamento dos ataques em Mato Grosso do Sul, com denúncias de assassinatos, atropelamentos, ameaças e contaminação de fontes de água. O Ministério dos Povos Indígenas solicitou a investigação da Polícia Federal, enquanto as pastas dos Direitos Humanos, Cidadania e Igualdade Racial formam força-tarefa para acompanhar a apuração das denúncias.
Essas ações refletem o esforço federal para assegurar o respeito à liberdade de escolha e a segurança de todos os cidadãos no período pós-eleitoral, diante do aumento de casos de assédio e violência política.
Fonte: metropoles.com









