Ministro de Portos e Aeroportos destaca ações para reduzir impacto do aumento do querosene de aviação no setor aéreo brasileiro

Medidas do governo deram suporte às companhias aéreas para enfrentar alta dos combustíveis causada por fatores geopolíticos internacionais.
Medidas do governo deram fôlego ao setor aéreo durante alta dos combustíveis
Em entrevista concedida na manhã de 2 de fevereiro de 2026, o ministro Tomé Franca destacou que as medidas do governo foram fundamentais para mitigar os efeitos do aumento do preço do querosene de aviação (QAV) no Brasil. O contexto, marcado pela escalada geopolítica entre Estados Unidos e Irã, pressionou os custos do combustível, que representa cerca de 40% das despesas operacionais das companhias aéreas.
O ministro esclareceu que o governo federal não contribuiu para o aumento dos preços dos combustíveis, mas adotou medidas estratégicas para oferecer suporte ao setor. “Com as medidas que anunciamos para auxiliar o setor, as companhias aéreas tiveram um fôlego durante esse período do aumento do combustível e não tiveram um impacto tão significativo no custo da sua operação”, afirmou.
Redução de tributos e adiamento de tarifas aliviaram custos das companhias aéreas
Entre as iniciativas adotadas, destacou-se a redução dos tributos incidentes sobre o QAV, que contribuiu para diminuir o impacto financeiro sobre as empresas. Além disso, o governo prorrogou o pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira (FAB).
Inicialmente, os pagamentos referentes a março e abril foram adiados, com posterior extensão para os meses de maio e junho, com vencimento concentrado apenas em dezembro. Essa medida permitiu às companhias aéreas manterem o fluxo de caixa e evitaram pressões financeiras imediatas.
Linha de crédito de R$ 1 bilhão fortaleceu capital de giro e compra de combustível
Outra ação relevante foi a liberação de uma linha de crédito no valor de R$ 1 bilhão para as companhias aéreas. Segundo o ministro, esses recursos foram direcionados prioritariamente para capital de giro e aquisição de combustível, suprindo necessidades essenciais para a operação das empresas.
Esse suporte financeiro foi crucial para manter a estabilidade operacional em um cenário de custos elevados, possibilitando que as aéreas atravessassem o período com menor risco de paralisação ou redução drástica de voos.
Impacto positivo na expansão do transporte aéreo no Brasil
O ministro Tomé Franca avaliou que, graças às medidas do governo, foi possível preservar a curva de crescimento do transporte aéreo nacional. Ele ressaltou que o número de passageiros aumentou de aproximadamente 98 milhões em 2023 para 130 milhões em 2025.
Esse crescimento expressivo indica que as políticas adotadas não apenas mitigaram os efeitos da alta do combustível, mas também sustentaram a retomada e expansão do mercado aéreo brasileiro, contribuindo para a recuperação econômica e mobilidade da população.
Desafios futuros e monitoramento do setor aéreo
Apesar dos avanços, o ministro enfatizou a importância de continuar acompanhando o cenário internacional e os preços dos combustíveis, que permanecem sujeitos a volatilidades geopolíticas.
A manutenção dessas medidas e a busca por soluções estruturais no setor aéreo são fundamentais para garantir a sustentabilidade das operações e a acessibilidade dos passageiros nos próximos anos.
Assim, as medidas do governo configuram-se como um conjunto estratégico para amenizar impactos imediatos e preparar o setor para desafios futuros, assegurando o crescimento contínuo do transporte aéreo no Brasil.









