Presidente brasileiro reforça pleito por mais representatividade e assento permanente para o Brasil na Assembleia Geral

Na 81ª Assembleia Geral da ONU, Lula reforça pedido de reforma no Conselho de Segurança para ampliar representatividade e incluir o Brasil como membro permanente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, no próximo dia 23 de setembro. Tradicionalmente o primeiro a discursar, Lula retoma o pleito pela reforma do Conselho de Segurança da ONU, tema recorrente em seus discursos desde o primeiro mandato.
Pleito por reforma e maior representatividade
O presidente defenderá a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança, incluindo o Brasil e um representante africano. Lula argumenta que a atual composição favorece os interesses restritos dos atuais membros permanentes (China, França, Estados Unidos, Inglaterra e Rússia), que detêm poder de veto, o que limita a eficácia da ONU na resolução de conflitos internacionais.
Contexto e importância do tema
A discussão ganha relevância diante dos conflitos globais atuais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, onde o uso do veto impede ações da ONU. A reforma é reivindicada pelo Brasil desde a fundação da organização, visando fortalecer a legitimidade e a capacidade de atuação do Conselho de Segurança.
Apoio internacional e desafios
A demanda também foi incluída na recente declaração conjunta do Brics, bloco que reconhece a necessidade de reformar a ONU e o Conselho, apoiando a inclusão do Brasil e da Índia como membros permanentes. Contudo, a reforma enfrenta resistência dos atuais membros permanentes, que relutam em ceder poder.
Assembleia Geral da ONU
A Assembleia Geral é o principal órgão deliberativo da ONU, composta pelos 193 países-membros, cada um com direito a um voto. O evento anual reúne chefes de Estado e de governo para discutir temas globais prioritários. Este ano, o tema central é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
Lula já discursou dez vezes na Assembleia Geral, sempre mencionando a necessidade de reforma no Conselho de Segurança. A participação deste ano marcará seu 11º discurso no encontro.
Poder de veto e limitações
O Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes com poder de veto, o que permite a qualquer um deles bloquear decisões, mesmo contra a maioria. Esse mecanismo tem sido um entrave para resoluções em crises como a da Ucrânia. O Brasil busca, com a reforma, ampliar sua influência e contribuir para decisões mais legítimas e eficazes no cenário internacional.
Fonte: metropoles.com









