Investigações não abalam base eleitoral do petista, que mantém liderança firme frente a Bolsonaro

Apesar de investigações envolvendo Lulinha e Marcola, Lula mantém liderança nas pesquisas presidenciais, evidenciando um 'efeito Teflon' que resiste a crises e acusações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta nova pressão política com as investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), e Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), ex-chefe de gabinete da Presidência. Apontados em esquemas ligados ao INSS, ambos ampliaram o noticiário negativo na véspera da campanha para 2026. No entanto, o estrago esperado nas pesquisas não se concretizou. O levantamento mais recente do Datafolha mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo liderança confortável diante de Flávio Bolsonaro, que aparece com 33%.
Efeito Teflon preserva Lula das crises
Especialistas destacam que, apesar das acusações, Lula mostra um ‘efeito Teflon’, fenômeno pelo qual lideranças políticas atravessam escândalos sem perder apoio decisivo do eleitorado. Segundo Leopoldo Vieira, da Idealpolitik, esse comportamento reforça a resiliência do presidente diante das investigações. A polarização e a consolidação das bases eleitorais reduzem o potencial de deslocamentos significativos de votos, tornando o eleitorado menos suscetível a oscilações rápidas.
Riscos e limites do desgaste
Ainda assim, o cenário não é imune a riscos. Fontes próximas ao Mapa de Risco, programa de análise política do InfoMoney, alertam que a permanência das denúncias na agenda pode minar a vantagem do petista. O espaço para recuperação diminui conforme a campanha avança, e os adversários tentam transformar os escândalos em uma narrativa constante. Lulinha responde por suspeitas de tráfico de influência, enquanto Marcola nega irregularidades, alegando que empréstimos foram devidamente devolvidos.
Eleições marcadas pela polarização e estabilidade momentânea
A eleição de 2026 caminha para um duelo apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro, com a disputa limitada a um grupo consolidado de eleitores. A pressão midiática e política, embora intensa, ainda não rompeu as barreiras da fidelidade política, mas a continuidade dos ataques pode alterar esse quadro. O jogo político agora foca em transformar investigações em tema permanente para ampliar o desgaste do atual presidente antes das urnas.








